A transformação digital da indústria de óleo e gás

29 de septiembre de 2021

Com a consolidação da pauta sustentável na agenda econômica mundial, um dos setores produtivos mais rentáveis e tradicionais – o de óleo e gás – está buscando a sua reinvenção a fim de garantir um espaço no futuro que tende a pertencer às fontes renováveis de energia. Uma reformulação que passa necessariamente pela implementação maciça de tecnologia.

Inteligência artificial, internet das coisas, computação de borda, aprendizado de máquina, cloud computing e outras tantas abordagens tecnológicas vêm ganhando espaço no dia a dia das grandes companhias do setor, graças à importância que têm na busca pela máxima eficiência, produtividade e na proteção ao meio ambiente. É a Transformação Digital modificando os processos produtivos e de gestão de uma categoria industrial trilionária.

Produtividade

Embora se reconheçam aportes financeiros elevados em tecnologia no âmbito operacional das empresas petrolíferas, é na gestão dos campos e plataformas de extração que o processamento e análise inteligente de dados têm se tornado valiosos.

Em 2017, um estudo da consultoria McKinsey – *Why oil and gas companies must act on analytics* – já indicava que investimentos em análise de dados avançada poderiam ser a chave para um ganho de performance das empresas. O relatório usou como base o desempenho de uma plataforma de petróleo no Mar do Norte, cuja produção variava em até 12% conforme a equipe de trabalho que estivesse no comando. O motivo do gap se baseava na limitação das tripulações – por melhor treinadas que estivessem – em lidar com um sistema tão complexo quanto uma estrutura offshore.

Com mais de 30 mil sensores monitorando desde os equipamentos e máquinas às condições climáticas, oceânicas e geológicas, a plataforma petrolífera é uma Babel de geração de dados. Este Big Data municia cerca de 200 variáveis que precisam ser gerenciadas para se alcançar a capacidade produtiva máxima. Os pesquisadores descobriram, contudo, que destas duas centenas de cenários, os funcionários consideravam apenas 50 como essenciais para o pleno funcionamento da plataforma – com apenas 10 a 12 delas sendo efetivamente operadas. O resultado é fácil de imaginar: perda de produtividade e prejuízos enormes à companhia.

O investimento em infraestruturas digitais é a solução para casos como este relatado pela McKinsey. Projetos customizados, muitas vezes elaborados a partir do retrofit dos ambientes de TI já existentes, permitirão uma gestão muito mais eficiente das linhas de produção, além de reduzirem o risco de falhas e downtimes não programados do sistema operacional, o que paralisaria a plataforma por completo.

Ainda segundo a consultoria, a aplicação correta do processamento e análise de dados para colaborar na tomada de decisão dos gestores – visando a alta performance e mais eficiência no consumo de recursos – pode gerar um retorno superior entre 30 e 50 vezes sobre o valor inicial realizado.

[**Descubra como tornar a sua infraestrutura de TI mais eficiente**](https://www.green4t.com/solucoes/green-efficiency-it-perfomance-services/it-perfomance-services)

Sustentável

Na esfera ambiental, a Transformação Digital do setor pode colaborar para o cumprimento de diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estipulados pela ONU. No que se refere a proteção do meio ambiente, a adoção de computação de borda (edge) e de sensores conectados à rede (IoT) – que colaborem na redução do desperdício de recursos, do consumo energético e da emissão de gases poluentes – já é uma estratégia que vem sendo adotada pelos principais players desta indústria.

A tecnologia tem ajudado, por exemplo, a diminuir a utilização de água doce no processo de extração e separação do petróleo. Embora grande parte deste volume seja reciclado, ainda assim o setor consome quantidades gigantescas de água, um recurso sensível e sob risco de escassez no planeta.

O estímulo governamental também tem sido importante nesta missão sustentável. O governo do Reino Unido, por meio de sua agência IETF (Industrial Energy Transformation Fund), tem sido um dos maiores investidores para o desenvolvimento de tecnologias que ajudem as grandes corporações a reduzirem suas emissões de gases poluentes. Em 2018, a instituição anunciou a criação de um fundo de 315 milhões de libras para este fim, com a expectativa de reduzir em cerca de 2 milhões de toneladas as emissões industriais entre 2028 e 2032.

Sem volta

A aceleração digital da indústria de óleo e gás é um caminho sem retorno. Na edição 2020 do Boletim de Conjuntura do Setor Energético, publicado pela FGV Energia, especialistas afirmaram que a digitalização é uma **prioridade estratégica e decisiva** para as empresas que queiram permanecer no mercado. O documento aponta o Big Data, o IoT e a Inteligência Artificial como as tecnologias essenciais para, por exemplo, “aumentar a precisão da busca de novos reservatórios, antecipar a necessidade de manutenção e troca de equipamentos e reduzir a quantidade de pessoas em atividades de alto risco.”

[**Soluções em IoT?**](http://bit.ly/3kLv1qB)

Um dos exemplos de aplicação tecnológica na produção de óleo e gás pode ser verificado no processo de perfuração dos poços. A conexão dos tubos – uma tarefa com elevada margem para acidentes graves e, até então, realizada por funcionários humanos – agora já pode ser feita por robôs. A mudança não só tornou o trabalho mais seguro, como também mais ágil e eficiente.

A Inteligência Artificial também tem sido cada vez mais utilizada para prever tendências, automatizar processos, melhorar o desempenho e dar mais retorno financeiro à operação. Essa tecnologia tem colaborado ainda na exploração dos recursos naturais, mapeando e identificando depósitos subterrâneos de petróleo e alertando sobre eventuais falhas nos equipamentos.

Por fim, algoritmos foram desenvolvidos e já são utilizados para prever acidentes com a postão nas tubulações de gás e controlar a quantidade de partículas de óleo liberadas no mar durante o processo de extração submarina.

Esse aumento no volume de dados gerado pelo emprego do AI e do IoT tem levado o setor a buscar o cloud computing para melhorar o processamento e armazenamento de dados das empresas.

Para os especialistas, a Transformação Digital da indústria de óleo e gás tende a se intensificar nos próximos anos, gerando inovações ainda mais surpreendentes, como plataformas marítimas totalmente autônomas, operadas de dentro de centros de comando e controle há milhares de quilômetros de distância. Um futuro promissor que coloca a tecnologia como o combustível vital de um setor que se reinventa para manter o seu protagonismo ainda por muitos e muitos anos.

Perspectivas

Jornada sobre madurez tecnológica en centros de datos: de la reactividad a la ausencia total de interrupciones

LER

Gestión de centros de datos: conozca el DCIM

DCIM: qué es y cómo revoluciona la gestión de centros de datos

LER

Mantenimiento del centro de datos: cómo reducir los riesgos y aumentar la disponibilidad

LER

Resumen de privacidad

Este sitio web utiliza cookies para poder ofrecerle la mejor experiencia de usuario posible. La información de las cookies se almacena en su navegador y realiza funciones como reconocerle cuando vuelve a nuestro sitio web y ayudar a nuestro equipo a comprender qué secciones del sitio web le resultan más interesantes y útiles.

Cookies estrictamente necesarias

Las cookies estrictamente necesarias deben estar activadas en todo momento para que podamos guardar sus preferencias en cuanto a la configuración de las cookies.

Análisis

Este sitio web utiliza Google Analytics para recopilar información anónima, como el número de visitantes del sitio y las páginas más populares.

Mantener esta cookie habilitada nos ayuda a mejorar nuestro sitio web.

Comercialización

Este sitio web utiliza las siguientes cookies adicionales:

(Enumere aquí las cookies que utiliza en el sitio web).