O setor de óleo e gás (O&G) segue como um dos mais importantes na composição a economia nacional. A fatia do petróleo no PIB industrial corresponde a 15% do total, com tendência de crescimento até 2030. Em 2022, o país bateu recorde histórico de produção: pouco mais de 3 milhões de barris por dia (bbl/d), alta de 2,47% em relação a 2020. No gás natural, elevação de 2,98% sobre aquele mesmo ano, com 130 milhões de metros cúbicos.
O País é o nono maior produtor de petróleo, correspondendo a 3% do volume gerado no planeta, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Os Estados Unidos lideram o ranking: 16,5 milhões em 2021, 18% do total. A estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), descrita no Plano Decenal de Expansão de Energia 2031, é de que a extração de óleo e gás no Brasil cresça pouco mais de 80% em seis anos, chegando a 5,2 milhões de barris diários em 2029.

O contexto torna evidente a relevância desta indústria para a economia mundial e brasileira – o que sinaliza, também, que a transição energética dos países ainda é um plano de médio e longo prazos, dada a dependência do setor.
Assim, ao mesmo tempo que se torna urgente o alinhamento das companhias petrolíferas às pautas da agenda climática, sobretudo na questão das emissões de carbono, é igualmente importante para o equilíbrio econômico e disponibilidade energética global o aprimoramento da performance produtiva, redução dos custos operacionais e a mitigação do impacto ambiental de toda a cadeia relacionada ao O&G.