Líder em soluções de tecnologia e infraestrutura digital para empresas, cidades e nações
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Até 2025, o mundo produzirá estimadamente 175 zettabytes de dados, os quais precisarão do suporte de uma completa infraestrutura de TI. Com os parâmetros atuais de crescimento, o consumo energético da infraestrutura digital será o responsável por 1/5 do uso global de energia.
A green4T acredita e promove a mudança de paradigmas, atrelando os conceitos de sustentabilidade e eficiência. Por isso, a empresa criará soluções de infraestrutura de baixa impacto energético, com PUE máximo de 1,5, para que, nos próximos 10 anos, a iniciativa possa reduzir 60% da energia consumida por todos os data centers na América Latina. A energia poupada neste processo poderá causar impacto de 67 TWh - energia suficiente para iluminar 3 milhões de residências.
Insights
Transformação Digital
Novas tecnologias - Episódio 7
Nov de 2020
Olá, seja bem-vindo ao greenTALKS, mais um canal de comunicação e conteúdo da green4T. Esse podcast está disponível no Spotify, em nosso canal no YouTube e também em nossas mídias sociais. Me chamo Renata Fonseca, e sou Gerente Executiva de Marketing na green4T. Nesta sétima edição teremos uma conversa com Carlos Eduardo Chicaroni, Gerente de Soluções de Tecnologia da green4T, sobre Novas tecnologias. Renata: Olá Cadu, muito obrigado pela presença! Carlos Eduardo: Olá Renata! Olá pessoal da green4T! Eu que agradeço o espaço e a oportunidade de conversar com vocês sobre este assunto, que é simplesmente sensacional: Tecnologia. E tem muita coisa para gente falar. Renata: Sim. Estamos empolgados com este tema! Bom, Cadu e o que você tem para nos contar sobre as novas tecnologias que estão porvir e devem impactar na nossa economia? Carlos Eduardo: Renata, esse assunto é super apaixonante! A gente vai falar um pouquinho de coisas que parecem saídas de histórias de ficção científica. Mas o fato é que já estão presentes no nosso mundo e já começam a fazer parte do nosso dia a dia. Soluções de tecnologia que se juntaram com outras disciplinas que a gente nem fazia ideia que poderiam se complementar e criaram novas soluções. Um exemplo é a Economia com Blockchain, que criou o Token Economy, economia baseada em tokens. Juntando economia com psicologia, temos a inteligência artificial e Big Data criando Behavior Economics. E quem usa muito isso? Banco. Para traçar perfil socioeconômico do seu correntista, tratar fundos, prever novas soluções, produtos e serviços. Permite ao banco se antecipar e oferecer novos tipo de serviços para o cliente. Economics + Blockchain = Token Economy Economics + Psychology = Behavior Economics Unindo a psicologia ao marketing, criamos o branding, usado para construir marcas mais valorizadas, fidelizando ainda mais o cliente na ponta. Existem uma série de estudos utilizando Inteligência Artificial somado a Big Data que trazem estes novos insights através da busca, extração, coleta de informações e análise de dados. Tudo isso para trazer um maior nível de fidelização e, obviamente, gerar mais recursos para as marcas. Já somando o Marketing com Inteligência Artificial temos o Growth Hacking, que, muito resumidamente, podemos dizer que prevê o crescimento da marca, do produto e do serviço. Marketing + Psychology = Branding Marketing + AI = Growth Hacking E por fim, um que eu adoro, que é a Biotecnologia, a junção da Biologia com a computação. Biology + Computer Science = Genetic Engineering Hoje nós estamos vivendo um momento de singularidade. Todas essas tecnologias que eu citei aqui para vocês, por alto, nos permitem criar outras. E isso faz com que a curva de ascensão de novas tecnologias seja diminuída. Ou seja, cada nova tecnologia que se cria, serve de base para implementar uma nova que se pensava impossível até 05 ou 10 anos atrás. Então, essa curva é diminuída drasticamente. Ao invés de levarmos 10 anos para desenvolver uma tecnologia, a gente leva 2 e assim sucessivamente. Quer ver uma coisa bem legal? Eu vou utilizar agora um exemplo que já é realidade nos Estados Unidos e foi copiado pela Fiture Chinesa: o espelho personal trainner da Mirror. Um espelho conectado à internet. Por trás dele, há uma tecnologia de projeção que permite que o professor se conecte ao seu espelho, e se você quiser os seus amigos também, e vocês podem partilhar uma aula em real time, inclusive competir juntos, embora você esteja na sua casa. Você não precisa mais ir a academia. Essa startup americana foi comprada por uma empresa de roupas de ginástica, a Lululemon. E por que essa empresa de roupas de ginástica fez isso? Porque durante a pandemia ninguém mais saía de casa e ela viu que as roupas de academia, corebusiness da empresa, não iam mais ser vendidas. Então ela comprou um espelho personal trainer, trouxe para dentro da companhia, e hoje ela vende o espelho e as roupas. Ou seja, ela juntou os dois mundos, criou um mundo perfeito para ela, obviamente, e as pessoas continuaram a ir para a academia, só que agora de dentro do seu quarto, e continuam a consumir as roupas da Lululemon. Agora, tem essa essa aqui que eu simplesmente amo de paixão, acredito que essa tecnologia vai mudar o mundo. Você sabia que a gente já tem um biochip produzido com neurônios de ratos? Esse chip é construído, com neurônios de ratos e a diferença para um chip normal é que ele tem a capacidade de processar e armazenar e, por ser um chip biológico, ele sente cheiros. Sabe o que isso significa para a humanidade? Este chip está sendo implementado nos aeroportos, mais especificamente no aeroporto de Los Angeles e tem a capacidade de sentir o cheiro dos componentes usados para construir bombas. Isso reduz drasticamente o tempo de espera nas revistas e uso de cães farejadores, uma vez que o chip faz a leitura do cheiro. Este chip também é utilizado em plantações para detectar automaticamente o tipo de praga em uma plantação. Mas o melhor de tudo, o melhor uso para este chip: ele releva se você tem câncer ou prevê com assertividade se você terá ou não a doença em até 10 anos. Agora imagine o seguinte: chips como esse estão sendo desenvolvidos e poderão ser implementados para trazer de volta, por exemplo, a visão e movimentos a quem perdeu. Eu acho que essa é uma das grandes sacadas da tecnologia que nós temos vivido hoje, o benefício para o ser humano. Poder trazer uma sobrevida, uma supervida, uma nova vida às pessoas. Renata: Agora falando do que já vemos acontecer no dia a dia, que tecnologias você poderia destacar como as mais relevantes? Carlos Eduardo: Eu gosto de dizer que estas tecnologias têm que ser tratadas como tecnologias core ou tecnologias presentes. Não tem mais como viver sem elas, uma vez que já estão remoldando o mundo. Eu cito de cara: Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning, Blockchain, com um perfil voltado ao segmento financeiro, 5G e IoT, como parte de automação e comunicação e Realidade Aumentada. Esta última uma tendência que nos próximos 2 ou 3 anos vai mudar muito a forma como as pessoas encaram a atividade física e o ato de comprar. Por exemplo, quando você entrar na sua casa, você vai utilizar um óculos de realidade aumentada que estará fazendo a leitura da sua casa e ao mesmo tempo te colocando em um ambiente digital. Vai identificar itens que precisam ser repostos em sua dispensa, fazendo conexões com promoções disponíveis para compra de acordo com o seu perfil. Todos estarão conectados e se comunicando e, para isso, segurança é fundamental. CyberSec é mandatório. Dentre todas essas tecnologias que citei: Big Data Inteligência Artificial e Machine Learning estão pavimentando nossa estrada para o futuro. Renata: No futuro, as transações comerciais serão todas 'sem dinheiro'? Ou isso já é uma realidade? Carlos Eduardo: Olha do que eu tenho visto, já é uma realidade. E uma realidade transformadora. A China se tornou a primeira nação cashless, ou seja, ela não tem dinheiro em espécie, a cédula. Ela transaciona tudo de maneira digital. Vou dar alguns exemplos. Você certamente conhece o Alibaba, Tencent, Wechat – app equivalente ao whatsapp na China. O Alibaba, que é uma das maiores empresas do mundo, um conglomerado gigantesco, tem uma rede de supermercados chamada Rema. Sabe como é que você faz compra no Rema? Apenas via app. Não adianta você levar a sua carteira com dinheiro ou cartão de crédito. Para os clientes que não possuem o celular no momento da compra eles oferecem uma solução de pagamento através de reconhecimento facial. Nas vending machines você só efetua a compra por meio de um QRCode, efetuando o pagamento por meio de aplicativos como wechat. E é assim que você efetua as compras de modo geral na China, a primeira sociedade cashless. Essa nova dinâmica começou a transacionar um volume financeiro elevado. Em 2015, os bancos chineses perderam 22 bilhões de dólares para a Alibaba e Tencent. Você tem aqui uma mudança radical dentro do modelo financeiro. Entre 2010 e 2016 o mercado subiu de 155 bilhões de dólares transacionados de maneira digital para 11.4 trilhões de dólares, e o percentual que está na mão destes apps, Alibaba e Tencent, é de 56%. Eu chamo a atenção para um novo caso, ainda relacionado a uma sociedade cashless. Se o dinheiro sumiu de circulação, como é que as pessoas em situação de rua vão pedir ajuda? Na China, as pessoas em situação de rua tem o seu próprio QRCode. Quando elas vão pedir ajuda, elas apontam o QRCode para que, por meio de um app instalado no seu celular, a doação possa ser realizada. Renata: O bom da tecnologia é que ela sempre gera uma solução a partir destas transformações que vão moldando a sociedade. Carlos Eduardo: Exatamente, todo círculo vicioso tem um virtuoso. Então a tecnologia à medida que ela vem mudando o mundo ela também traz novas oportunidades. O que a gente precisa é entender essas oportunidades, se posicionar e mudar a nossa mentalidade para abraçar a mudança. Renata: Como estas novas tecnologias estariam também alterando o modo de produção de alguns produtos e serviços? Carlos Eduardo: Eu tenho certeza que este novo cenário será ultra revolucionário. Vou usar um exemplo muito próximo ao que eu trouxe relacionado ao uso do biochip. Imagine, e isso já existe, que você vá ao KFC e peça nuggets. Você ficaria espantada se eu dissesse que este nugget foi produzido através de uma única célula, de uma única galinha dentro de um bio-reator? E não de uma galinha que estava em uma granja, comendo uma ração x, y, z, que não conhecemos profundamente os componentes, e foi abatida para virar comida? Algumas empresas na Califórnia, como a Memphis meats, produzem proteína da carne de frango, gado, porco, foie gras e salmão. Estas proteínas são utilizadas por grandes redes de alimentos como o KFC. E como elas fazem isso? A partir das células selecionadas de um único animal a proteína cresce em um bio-reator e o resultado disso é uma proteína exatamente igual, com o mesmo gosto e aparência da carne. Agora imagine o impacto dessa tecnologia no meio ambiente. Ao invés de se ter rebanhos de gado, granjas imensas de galinhas, fazendas de salmão você tem na verdade um único pack de células que vai ser armazenado e reproduzido infinitamente. Hoje, aproximadamente, 270 empresas estão envolvidas no processo de levar a carne até a sua mesa, desde a criação, abatedouro, logística e outros. O que nos traz uma boa perspectiva quanto tamanho do impacto que estas novas tecnologias vão trazer para nós. Renata: Qual o papel da inteligência artificial neste processo de digitalização total da economia? Carlos Eduardo: A inteligência artificial nesse processo todo representa um dos grandes catalisadores da transformação. Ela vai ser fundamental para sustentar todo esse processo, trazendo insights que olhos humanos não conseguem trazer. IA aliada a outras tecnologias, como Big Data e Machine Learning, vai conseguir nos levar a um outro patamar de eficiência para prover não só melhores produtos e serviços, mas para uma vida melhor. Sendo utilizada da maneira correta, preparada para responder as perguntas corretas, essa tecnologia vai trazer uma série de benefícios para humanidade. É a IA que permeia e está integrada a absolutamente tudo para tornar nossa vida mais fácil, melhor, mais produtiva, menos complicada. Imagine em uma cidade inteligente a complexidade para gerir as milhares de tecnologias que estarão disponíveis. Se não tivermos uma tecnologia complexa como a IA nos ajudando, será impossível. O que temos que decidir mais a frente é se ela toma ou não uma decisão sozinha. E isso é um assunto que envolve outros temas como ética e vale um podcast para tratar somente desse tema: ética vs inteligência aritificial, o que você faria? Eu ainda não sei (risos). Hoje eu não consigo imaginar a minha vida sem a inteligência artificial. Até a Alexia, que é a nossa assistente lá em casa, tem inteligência artificial, que é a junção de duas tecnologias: voz e inteligência artificial. Você faz uma pergunta para ela e ela faz uma varredura na rede e cruza com as informações do seu perfil para te trazer uma informação. Ela está tão presente em nosso dia a dia que já nem percebemos mais. Então não adianta temermos essa tecnologia, ela já está aqui, trabalhando para nós e por nós. Renata: Você comentou sobre como a IA ajuda a coletar esses dados, mas tem uma questão de processamento também. Como a gente coleta, processa, armazena e usa estes dados de forma inteligente? O que você pode falar para nós sobre esta infraestrutura que suporta toda essa inteligência? Carlos Eduardo: A gente sabe que o volume de dados vai exponencializar e isso vai exigir uma infraestrutura digital muito bem azeitada para suportar toda essa operação. Sabemos que não vai haver uma solução única para a inteligência artificial e para que estes grandes volumes de dados possam ser processados, insights gerados, e as informações estejam disponíveis para tomadas de decisão, operação de novos produtos, salvar vidas, quiçá. É preciso uma infraestrutura extremamente robusta, híbrida, envolvendo soluções de borda, core e nuvem que sejam capazes de processar este alto volume de informações e entregar isso em tempo real, quando necessário, para uma tomada de decisão na ponta. Estamos falando de soluções Edge e tráfego de dados de altíssima velocidade, o 5G já é uma pré realidade no Brasil. Você pode levar isso para um Data Center, para um IoC, por exemplo, para ser processado, quando você não tem uma necessidade de uma informação real time. Ou você pode jogar isso para nuvem, quando você vai estudar dados históricos ou aqueles dados que podem aguardar um pouco mais para serem processados. Então, novamente, quem trabalha com este tipo de solução que vai consumir muitos dados precisa, sim, prover uma infraestrutura digital muito bem azeitada, compatível e planejada para que não haja a ruptura ou o não fornecimento do serviço. Renata: Para concluir, como as empresas deverão se adaptar a este momento? Carlos Eduardo: Nunca é simples se adaptar a uma solução para a qual nós não estávamos preparados. A palavra-chave é justamente adaptabilidade. Hoje temos tecnologias do século XII, mindset do século XX e instituições do século XIX. Ou seja, precisamos de uma mudança cultural. Ao invés de visar unicamente o lucro, é preciso criar valor; ao invés de eliminar o risco, abraçar o risco; adaptabilidade em detrimento a estabilidade, hoje quem se dá melhor é quem se adapta melhor. E quando falamos em prover soluções e serviços, precisamos esquecer a estandardização, as empresas precisam fornecer serviços personalizados, as pessoas têm a necessidade de se identificar com as empresas. E nunca esperar, repensar sempre o seu modelo de negócios, sempre. Não se pode ficar parado. É preciso estar de olho no que está acontecendo no mercado, em ideias que talvez pareçam esdrúxulas. Quantas ideias não pareciam impensáveis há 30 anos atrás e hoje são uma realidade? Não teremos mais esse hiato de 30 anos, ele nunca mais vai existir, hoje falamos de um tempo máximo de 2 a 3 anos para que uma nova tecnologia seja criada, aceita, esteja em voga para depois em 5-10 anos ser descontinuada. Faço um parêntesis aqui com o Covid-19, que fez com que a curva de adoção de tecnologias fosse completamente afetada e achatada. Muita gente não utilizava o IFood, por exemplo, mas a partir do momento que você está trancado dentro da sua casa e você precisa comer, fazer um supermercado, você recorre a este tipo de serviço. Nesse meio tempo outras empresas foram se adaptando, por exemplo, o cartão Alelo, antes você só podia fazer compra de alimentação. Um dia cheguei no supermercado e descobri que podia pagar com meu Alelo, pois diante do cenário da pandemia as empresas começaram a se adaptar, agregar novos serviços, isso foi crucial para sobrevivência delas. Assim tem que ser para nós também. Aproveitar as oportunidades que estão acontecendo. O mundo não vai acabar, ele está apenas mudando. A pandemia tem representado um catalizador de mudanças. Empresas que atuam no modelo tradicional, fecharam. Quem não estava preparado ou vinha trilhando o caminho da transformação digital fechou as portas ou está sofrendo fortemente para se manter no negócio. O formato tradicional de comercialização mudou. Nada mais será igual ao que tínhamos no começo do ano. E essa transformação só foi possível por meio da tecnologia, ela já estava disponível. E o que vai acontecer agora: momento da curva de aceitação e adoção destas novas tecnologias. Isso vai fazer com que novas tecnologias sejam criadas, as empresas precisam estar preparadas e de olho nestas tecnologias porque não é um mandatório só de modelo de negócio ou software, aqui estamos falando da infraestrutura. Ela que sustenta todo esse modelo. Sem uma infraestrutura digital bem definida a gente não tem sustentação. Sem sustentação, não há bom modelo de negócio que resista. Então meu recado é: manter olhos bem abertos, mudança de mindset, nunca esperar, sempre repensar seu modelo de negócios, sempre estar atento as mudanças, por mais malucas que elas possam parecer. Quem diria que eu teria um espelho dentro de casa que permitira me fazer exercícios, junto com meus amigos, em qualquer lugar do mundo? Só preciso estar conectado à internet. Até o ano passado isso não existia. Renata: Muito bem, nós conversamos aqui com Carlos Eduardo Chicaroni, Gerente de Soluções em Tecnologia da green4T sobre as Novas Tecnologias. Cadu, muito obrigado por compartilhar os seus conhecimentos conosco. Carlos Eduardo: Mais uma vez quem agradece sou eu. Obrigado a todo o time da green4T. Espero voltar em breve! Renata: Então é isso, convido você a continuar a acompanhar o nosso podcast e também outros conteúdos relevantes sobre a tecnologia da informação no blog INSIGHTS, no site da green4T. Nós esperamos que tenha gostado desta edição. Muito obrigado e até o próximo programa!
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Cidades Inteligentes
Cidades em Transformação
Nov de 2020
Pense uma cidade como um organismo vivo, capaz de mutar para atender a novas demandas do ambiente ao redor. Como definiu Charles Darwin em seu ensaio A Origem das Espécies (1859), é este caráter mutável que pode determinar a longevidade de uma espécie - ou cidade - ao longo do tempo. A 'seleção natural', do ponto de vista urbano, passa necessariamente pela capacidade de mutação conforme a exigência do momento: crescimento populacional, catástrofes naturais ou eventos extraordinários, como a pandemia de Covid-19. As cidades precisam estar mais preparadas para situações extremas e cabe à inovação tecnológica o papel essencial de gene da transformação. Uma reflexão mais ampla sobre como a tecnologia assumirá esta condição e afetará o cotidiano das pessoas nos obriga a ir além de aplicativos de entrega de comida e de carros compartilhados. A inteligência digital integrada a serviços públicos essenciais - visão que ajuda a definir as chamadas smart cities, juntamente a sustentabilidade, a humanização na relação com a cidade e uma economia mais criativa -, vão redesenhar o modo de vida nestas áreas, como já temos presenciado a atual crise mundial. Tráfego de veículos redirecionados por informações de satélite, transporte público gerenciado por ferramentas que melhoram a qualidade do serviço, reconhecimento facial e medição de temperatura em locais de grande circulação de pessoas e mais atenção para modais alternativos como a bicicleta têm feito as pessoas perceberem e desejarem cidades mais habitáveis, sustentáveis ​​e acessíveis, com infraestruturas físicas e digitais que suportem essas mudanças. Do ponto de vista daquilo que se é possível prever, a superpopulação das cidades vai impulsionar mudanças sobre os serviços públicos e caberá ao administrador criar ferramentas que possam tornar um ambiente urbano mais seguro, inclusivo, ágil, humano, sustentável, participativo e, em última instância, mais resiliente. Tudo dentro de um ritmo acelerado, exigido pelas novas demandas e que só a inovação tecnológica poderá proporcionar.
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Cidades Inteligentes
Muralha Digital - Episódio 6
Nov de 2020
Nesta sexta edição do podcast greenTALKS, Rafael Raffo, gerente de soluções de Iot & IoC da green4T, explica de forma didática como funciona e quais as aplicações da Muralha Digital. Uma estratégia que vem ganhando espaço nas políticas de segurança pública por permitir um controle eficiente e inteligente dos acessos e vias das cidades. Fabiano: Olá, seja bem-vindo ao greenTALKS, mais um canal de comunicação e conteúdo da green4T. Esse podcast está disponível no Spotify, em nosso canal no YouTube e também em nossas mídias sociais. Me chamo Fabiano Mazzei, e sou jornalista na green4T e nesta sexta edição teremos uma conversa com Rafael Raffo, Gerente de Soluções em IoT & IoC da green4T, sobre Muralha Digital, este novo conceito de vigilância. Fabiano: Olá Rafael, muito obrigado pela presença! Rafael: Olá, Fabiano, eu que agradeço ao convite. Fabiano: Rafael, fale um pouco mais sobre o conceito de Muralha Digital? Rafael: Para entender o conceito de "Muralha Digital", é importante a gente remeter um pouco ao passado e compreender que, nos tempos antigos, as cidades e as nações eram protegidas por muralhas. Com isso, se tinha um controle de quem estava acessando a cidade. A ideia agora é parecida, através da leitura da placa dos veículos e do cruzamento destas informações. Este controle é feito por meio de câmeras posicionadas de forma estratégica para cobrir as entradas e saídas das cidades, além das principais vias públicas daquela região. Porém, não adianta termos uma grande quantidade de câmeras e não usá-las com inteligência. E esta é a diferença desta estratégia. Você pode ter uma grande quantidade de câmeras num determinado local e isso torna a área monitorada, mas não uma segurança inteligente. Por isso, é importante termos um software aliado a essa estrutura de câmeras para que se faça uma correlação entre os incidentes que estiverem ocorrendo naquela localidade com os veículos que estão ou estiveram presentes na mesma área. Porque a ideia não é localizar carros roubados, por exemplo, mas encontrar a quadrilha que rouba os veículos. Porque esta também precisa se deslocar utilizando carros. Assim, conseguiremos impedir futuros crimes. Esta é a diferença entre uma cidade monitorada e uma cidade com segurança inteligente. A Muralha Digital é parte de algo muito maior, que é o conceito de Cidade Inteligente. Fabiano: Quais as vantagens da adoção deste tipo de estratégia? Rafael: A maior vantagem é uma população mais segura, com mais tranquilidade para viver. Para mim, este é o maior benefício. A partir disso, os investidores vêm, atraídos por esta qualidade da segurança, enfim, outras vantagens decorrentes que são imensas. Com relação ao crime em si, restam duas opções: ou as quadrilhas são pegas e desfeitas, ou elas acabarão migrando para outras cidades mais desprotegidas. Algo que "obriga" as cidades circunvizinhas a uma Muralha Digital a adotarem as mesmas medidas e tecnologias. Porque haveria aí uma outra vantagem que é a intercomunicação de "muralhas" de cidades diferentes, criando um ecossistema inteligente de troca de informações. Um carro que seja detectado por uma Muralha Digital em Campinas (SP) não pode ter a mesma placa verificada por uma outra Muralha no litoral do estado, por exemplo, porque configuraria clonagem de veículo. Há um exemplo no interior do estado de São Paulo de uma quadrilha especializada em roubo de relógios de luxo. E a Muralha de uma das cidades identificou uma placa de moto que estava sempre vinculada aos locais onde os assaltos aconteciam. Foi por meio desta "coincidência" que se chegou a toda quadrilha, cerca de oito pessoas, que foram presas. Então, a ideia é acabar com parte da criminalidade que age nas cidades. Fabiano: Certo, um ponto importante neste debate é esclarecer de este é um sistema que monitora vias públicas e não a casa das pessoas propriamente, certo? Rafael: Perfeito, a privacidade do cidadão é sempre respeitada. A ideia não é monitorar o dia a dia das pessoas, mas, sim, protegê-las, por meio da vigilância inteligente destas vias públicas. Muralha Digital é o monitoramento das vias públicas com respeito à privacidade. Fabiano: Muito bem, agora falando de um ponto de vista mais tecnológico, qual seria o papel do IoC e dos Centros Inteligentes de Comando e Controle (CICC) neste tipo de estratégia? Rafael: Os Centros Inteligentes de Comando e Controle são a própria inteligência desta estratégia. As câmeras estão no campo de batalha, enviando imagens aos centros inteligentes que, utilizando softwares, vão gerar dados para serem trabalhados pelos gestores do sistema de segurança pública. A ideia é trabalhar estes dados dentro de protocolos de ações previamente desenhados. É incluir inteligência no processo para que ações eficazes sejam tomadas no tempo certo. O reflexo disso é mais segurança para a população. Fabiano: Perfeito! Para concluir, como a vida nas cidades pode melhorar a partir da adoção das muralhas digitais? Rafael: O cidadão precisa de um sentimento de segurança. E quando se tem uma cidade segura, os investimentos começam a vir, a cidade ganha na economia, na qualidade de vida, passa a ter mais visibilidade positiva. É só crescimento. Áreas com altos índices de criminalidade geram um efeito contrário: as empresas deixam estas cidades, o que causa aumento de desemprego e piora o problema da segurança como um todo. A Muralha Digital veio para revolucionar esta área da segurança, dando tranquilidade ao dia a dia das pessoas e melhorando a qualidade de vida da população. Fabiano: Muito bem, nós conversamos aqui com Rafael Raffo, Gerente de Soluções em IoT & IoC da green4T sobre Muralha Digital, este tema novo e muito relevante para a vida das pessoas e das cidades. Rafael, muito obrigado por compartilhar os seus conhecimentos conosco. Rafael: Eu que agradeço o convite e parabéns pelo trabalho. Fabiano: Então é isso, convido você a continuar a acompanhar o nosso podcast e também outros conteúdos relevantes sobre a tecnologia da informação no blog Insights, no site da green4T. Nós esperamos que tenha gostado desta edição. Muito obrigado e até o próximo programa!
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Sustentabilidade & Eficiência energética
A busca pela eficiência
Nov de 2020
Produzir mais com menos - a chamada eficiência - é a meta de qualquer empresa ou organização no mundo atual. Não somente por conta dos benefícios óbvios decorrentes desta prática, mas também por atender a uma das agendas mais importantes deste século: a da sustentabilidade. A pauta é relevante e mira o futuro das gerações. Basta assistir ao noticiário para se ter uma dimensão real do problema que se agrava. As mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global - resultado do modo de vida que abraçamos desde a primeira Revolução Industrial, em 1850 - têm gerado fenômenos meteorológicos inéditos em diversas regiões do planeta. São secas, tempestades e tornados que causam desastres naturais com impactos extremos na economia dos países, colocando em risco o amanhã de seus habitantes. Para mitigar isso, a alternativa seria mudar o jeito de viver da sociedade moderna - sabidamente um processo complexo e de longo prazo. Outra estratégia seria modificar a maneira como produzimos as coisas de que acreditamos precisar tanto para viver. É neste ponto que a busca pela eficiência produtiva se torna fundamental. Agricultura 4.0, economia digital, 5G, a internet das coisas, toda uma revolução tecnológica que tem moldado a forma de viver das pessoas e tornado os processos produtivos mais eficientes e menos traumáticos ao planeta. A atuação da tecnologia no agronegócio, por exemplo, mostra como a inovação se revela a chave para potencializar a produção de alimentos sem causar uma devastação desnecessária do meio ambiente. Em outros setores da economia, o fenômeno é semelhante: a indústria e o setor de serviços, cada vez mais digitalizados e online, registram ganhos de produtividade altíssimos - graças a acelerada Transformação Digital -, com índices de emissão de gases poluentes em escala substancialmente menores.
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Sustentabilidade & Eficiência energética
Tecnologia: a chave para o agronegócio sustentável
Out de 2020
O dilema vivido pela agronegócio mundial, que coloca em lados opostos a produção de alimentos e a preservação do meio ambiente, parece ter os seus dias contados. Tudo indica que o setor encontrou a ferramenta ideal para produzir mais consumindo cada vez menos recursos naturais: a tecnologia. Na chamada "agricultura 4.0", a adoção de estratégias de gestão e de produção mais tecnológicas permite alcançar os níveis de produtividade desejados sem provocar danos excessivos ao meio ambiente. O surgimento de ecossistemas 'agrotecnológicos' é a grande novidade para um setor que vive singular momento de reinvenção. Sistemas que integram tecnologias e aplicativos capazes de atuar em diversas fases da cadeia produtiva: no planejamento do plantio e da colheita; na preparação do solo e no controle das máquinas; na gestão digitalizada da fazenda e nas estratégias para o escoamento da produção.
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Transformação Digital
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) - Episódio 5
Out de 2020
Neste episódio, Roberto Speicys, co-fundador e CEO da Scipopulis, analisa a entrada recente em vigor no Brasil da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O assunto é sério: dados pessoais são chamados de "o novo petróleo", pelo valor que têm para muitos modelos de negócio onde são usados para prever comportamentos de consumo, sugerir produtos e antecipar necessidades. Toda essa indústria orientada por dados pessoais precisará se adequar rapidamente para atender à nova legislação. Entenda mais sobre este desafio na conversa a seguir: Fabiano: Olá, seja bem-vindo ao greenTALKS, mais um canal de comunicação e conteúdo da green4T. Esse podcast estará disponível no Spotify, em nosso canal no YouTube e também em nossas mídias sociais. Me chamo Fabiano Mazzei, e sou jornalista na green4T. Nesta quinta edição teremos uma conversa com Roberto Speicys, cofundador e CEO da Scipopulis, sobre LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados, que entrou em vigor. Fabiano: Olá Roberto, muito obrigado pela presença! Roberto: Oi Fabiano, eu que agradeço o convite. É um prazer estar de volta ao green TALKS. Fabiano: Vamos começar definindo do que se trata a Lei Geral de Proteção de Dados e porquê ela é tão importante. Roberto: Então, a Lei Geral de proteção de Dados (LGPD), é a primeira lei do Brasil que disciplina o uso de dados pessoais de cidadãos brasileiros ou de pessoas no território nacional. Até então, a única lei que fazia menção a isso era o Marco Civil da Internet, que tratava muito superficialmente desta questão, dava algumas orientações, mas não especificava como estes dados pessoais poderiam ser usados e o que era legal ou não. Quais eram os limites do uso de dados pessoais. Essa nova legislação brasileira vem na sequência de algumas legislações internacionais que começaram também a disciplinar o uso deste tipo de dado tanto nos Estados Unidos - especificamente na Califórnia - quanto na Europa, com a GDPR (General Data Protection Regulation), válida para toda a União Européia. Estas leis começaram a disciplinar o uso de dados pessoais e o Brasil veio na sequência para determinar também o que é possível fazer e o que não é. A LGPD é importante por ser a primeira lei neste sentido no Brasil, diz respeito não só os dados dos brasileiros, mas os dados que sejam tratados em território nacional - como empresas que coletam dados no Exterior, mas tratam os dados aqui, e aquelas companhias estrangeiras que fornecem serviços ou coletam dados dentro do território nacional. É importante ter uma lei de tratamento de dados pessoais porque cada vez mais a gente usa computadores e outros equipamentos tecnológicos no dia a dia e eles coletam informações sobre o que a gente faz, o que a gente pensa, nossos gostos e preferências. E sem uma disciplina no tratamento destas informações, a privacidade e até a vida das pessoas pode estar em jogo. Então, alguns efeitos ruins, negativos da falta de limites neste tratamento pode ser a pessoa ter uma vaga de emprego negado por informação vazada de uma doença que ela tenha. Pode causar problemas familiares e já tiveram até casos de suicídio, nos Estados Unidos, por conta de empresas que tiveram os seus dados vazados e o impacto negativo gerado na vida dos seus clientes. É um assunto extremamente sério. Dados pessoais são chamados hoje de "o novo petróleo". Muitos modelos de negócio usam dados pessoais para prever comportamentos de consumo, sugerir produtos e antecipar necessidades, podem causar efeitos danosos para o cidadão também. Por isso, é importante que se estabeleça quais os limites de uso destes dados para evitar este tipo de situação de suicídio e até assassinato a partir de informações pessoais vazadas. Fabiano: Perfeito. Ficou clara a noção da importância deste tema e desta legislação. Agora, eu quero saber qual o impacto da LGPD na indústria do TI? Roberto: O impacto é muito grande porque, hoje em dia, grande parte destas empresas que atua na área de tecnologia tratam algum tipo de dado pessoal. É muito difícil você encontrar algum modelo de negócio - desde varejo online, que precisa de nome e endereço das pessoas para a entrega dos produtos e acumula histórico de compras e interesses dos clientes; a área de reconhecimento facial e aplicação de aprendizado computacional para identificação de imagem, de face, enfim, tem uma série de aplicações de tecnologia que acabam tratando de dados pessoais aos quais a LGPD se aplica. Então, a LGPD define uma série de requisitos para o tratamento de dados pessoais, desde o direito ao que o indivíduo saiba que o seu dado está sendo tratado ou não pela empresa até o suporte de apagar os dados da pessoa se ela solicitar - uma vez que eu trate estas informações, eu preciso permitir que essa pessoa possa apagar os seus dados e preciso comprovar que atendi a essa solicitação. Todo o mercado de TI terá de se adaptar a isso e mudar não só processos, mas os produtos também, para que eles possam tratar os dados pessoais de acordo com o determinado pela LGPD. Um caso, por exemplo, é a concessão de dados pessoais para empresas terceiras, que era algo realizado por grande parte das empresas para que outras tratassem estes dados e inferissem alguma informação, fizessem alguma campanha de marketing direcionado ou algo neste sentido. E isso, agora, vai ficar muito mais limitado e disciplinado. Estas empresas vão precisar da autorização do cidadão para conceder os dados deles. Vai precisar redesenhar produtos e até modelos de negócios que eram apoiados na venda de dados pessoais para tentar identificar outras formas de sustentabilidade econômica, outras fontes de receita que não seja a comercialização de dados pessoais, coletados com o motivo único de monetizar isso perante parceiros. Fabiano: Como você explicou agora, as empresas que têm negócios com base na análise de dados terão de se adaptar de uma forma muito rápida para continuarem ativas e legalizadas, não é? Roberto: Sim, existia muito um padrão nas empresas que dizia assim: na dúvida, coleta o dado. Quer dizer, eu não sei muito para que eu vou usar, mas já tenho aqui a pessoa que está usando o meu aplicativo, vamos coletar o máximo de informações dele possível para depois ver se a gente consegue usar isso para alguma coisa e, eventualmente, monetizar vendendo para terceiros. Então, existia essa tendência do guarda-chuva coletar o máximo de informações possível e, depois, ver o que acontece. Isso se tornou um risco! Em inglês, é 'liability' (responsabilidade): quanto mais dados pessoais você armazena em sua estrutura, maior o risco de você ter uma ação legal contra isso, ter de responder judicialmente sobre isso, pagar multas bastante altas que, agora, a LGPD prevê. Então, para as empresas ficará mais barato você ter o mínimo de dado pessoal possível do cliente/usuário para você conseguir realizar o seu negócio. Agora, passa a existir uma tendência da outra forma: ao invés das empresas coletarem o máximo de dados pessoais possível, para depois ver o que dá para fazer com eles. Agora o objetivo é: qual a menor quantidade de dados pessoais possível que a gente precisa coletar para continuar sendo eficiente e realizando o nosso negócio. Muda muito o modo de pensar: com a LGPD, guardar dados pessoais é risco. Fabiano: Perfeito. Falando de administração pública agora, como este setor será impactado pela LGPD no que diz respeito, por exemplo, ao uso de dados pessoais pelas forças de segurança pública ou pelo próprio sistema de saúde? Roberto: Tem um conceito muito importante na LGPD que eles chamam de "hipótese de tratamento de dados". Nada mais é que a razão pela qual aquela empresa/serviço está coletando dados pessoais. E muita gente pode imaginar que será preciso o consentimento do cidadão para ter seus dados coletados, mas não será sempre. Existem diversas hipóteses na LGPD que não exigem este consentimento do cidadão. O tratamento de dados pessoais pelo poder público é uma delas. Ele tem o direito de tratar os dados, de acordo com a LGPD, que não disciplina os limites e a forma de tratamento por parte das entidades públicas. Parte-se do princípio de que os governos precisam tratar as informações do cidadão, que é uma das razões pelas quais a administração pública foi criada: coletar dados do território e dos cidadãos para fazer a gestão dos recursos daquele local. No momento, a LGPD entende que a coleta de dados pelo governo não necessita de autorização do cidadão, e que este tratamento será disciplinado em outra lei complementar. Então, ainda não está claro como será o tratamento de dados por parte dos órgãos governamentais e, em particular, a área da saúde pública como você citou. Agora, é diferente com a saúde privada. Hospitais, clínicas e empresas privadas que atuam na área da saúde e bem-estar, e que acumulam dados pessoais para fornecer seus serviços estão enquadradas na LGPD na categoria de 'dados pessoais sensíveis', aos quais as proteções e as restrições são ainda maiores. Então, estas companhias já devem se adequar rapidamente à LGPD. Fabiano: Muito bem. Para finalizar e pensando de forma muito prática, a partir da LGPD, quais seriam os passos para as empresas e organizações se prepararem para garantir a segurança das informações que elas trabalham? Roberto: A segurança é um dos requisitos da nova lei. Parte-se do princípio de que, se a empresa processa dados pessoais, o mínimo é fornecer segurança destes dados. Mas, como eu disse, este é apenas um dos requisitos da LGPD. Tem diversos outros, tanto de informar o cidadão do tratamento de suas informações pessoais, o direito que ele tem de corrigir dados que estejam incorretas, de solicitar a exclusão do cadastro, enfim, tem diversos outros direitos que a LGPD regulamenta. Mas o primeiro passo que uma empresa tem de fazer para se adequar à LGPD é um estudo de impacto de privacidade dos seus produtos. Então, analisar para cada produto colocado no mercado, se eles utilizam informações pessoais, qual o perfil delas, como estes dados são armazenados, qual o nível de acesso a eles. Em resumo, fazer um levantamento do estado atual da empresa com relação ao tratamento de dados pessoais. É importante também notar que este processo não é pontual: não basta fazer este estudo de impacto uma única vez e achar que a empresa está respeitando a LGPD. A medida que os produtos e processos evoluem, que a empresa muda ao longo do tempo, o acesso a estes dados pode mudar, a quantidade e a forma de uso destes dados também. Então, este processo de avaliação deve ser cíclico e constante, para que a empresa continue respeitando a LGPD. A partir deste processo inicial de impacto de privacidade, a empresa deve redesenhar produtos e processos, em termos de controle de acesso e segregação dos dados pessoais, repensar a forma de registro de novos dados e garantir os direitos do cidadão sobre as suas informações. Então, como tudo evolui e existe essa dinâmica, tudo isso tem impacto no tratamento dos dados pessoais. Por isso que é importante que estas avaliações sejam feitas periodicamente para manter a empresa dentro da legislação. Fabiano: Muito bem, certamente este é um tema muito interessante e que ainda renderá muitos outros debates a respeito. Nós conversamos aqui com Roberto Speicys, co-fundador e CEO da Scipopulis, sobre a LGPD - a Lei Geral de Proteção de Dados. Roberto, muito obrigado por compartilhar os seus conhecimentos aqui conosco. Roberto: Imagina, Fabiano! Espero que tenha sido interessante aí para quem ouviu. Como você disse, é um assunto gigantesco, que tem repercussões em várias áreas da empresa e da própria sociedade, e eventualmente a gente pode aprofundar em alguns itens, mas espero que, para uma introdução, a LGPD tenha sido interessante. Muito obrigado pelo convite! Fabiano: Nós que agradecemos! Então é isso, convido você a continuar a acompanhar o nosso podcast e também outros conteúdos relevantes no blog INSIGHTS, no site da green4T. Nós esperamos que tenha gostado desta edição. Muito obrigado e até o próximo programa!
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