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Até 2025, o mundo produzirá estimadamente 175 zettabytes de dados, os quais precisarão do suporte de uma completa infraestrutura de TI. Com os parâmetros atuais de crescimento, o consumo energético da infraestrutura digital será o responsável por 1/5 do uso global de energia.
A green4T acredita e promove a mudança de paradigmas, atrelando os conceitos de sustentabilidade e eficiência. Por isso, a empresa criará soluções de infraestrutura de baixa impacto energético, com PUE máximo de 1,5, para que, nos próximos 10 anos, a iniciativa possa reduzir 60% da energia consumida por todos os data centers na América Latina. A energia poupada neste processo poderá causar impacto de 67 TWh - energia suficiente para iluminar 3 milhões de residências.
Insights
Cidades Inteligentes
Uma campanha green4T: Painel para todos
Jul de 2020
1. A pandemia e as novas dinâmicas Desde dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ter sido registrado o primeiro caso de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, o mundo se viu em um estado disruptivo. Países inteiros se colocaram em confinamento, fronteiras se fecharam. Relações sociais e de trabalho se transfiguraram. E, pelo caráter altamente transmissível da doença, as regras de convivência tiveram de se alterar profundamente. A transmissão da Covid-19 se dá pelo contato próximo com pessoas infectadas. O toque das mãos é o principal veículo para o novo coronavírus, mas gotículas como as da fala, da tosse e do espirro são altamente contagiosas, assim como o toque em superfícies contaminadas. Além disso, indivíduos infectados, mas assintomáticos, também podem transmitir a doença. Com um poder de transmissão tão intenso, as medidas de prevenção devem ser adotadas por todos os cidadãos, sem exceções, e devem ser rigorosas. O distanciamento social é uma das principais delas. Não é possível prever, com precisão, quanto tempo a ciência levará para encontrar um tratamento e uma vacina eficazes contra a Covid-19. Um estudo da Universidade de Harvard, publicado em abril deste ano, chega a apontar a necessidade de quarentenas intermitentes até 2022 para a contenção do vírus. Até lá, enquanto não for seguro retomar as atividades em sua totalidade, as aglomerações terão de ser evitadas; grupos de risco, protegidos; ações preventivas deverão ser tomadas.
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Edge Computing
Edge computing: solução ideal para o 5G?
Jul de 2020
O anúncio da criação da tecnologia 5G pelos sul-coreanos em 2013 gerou uma enorme expectativa no mundo sobre os benefícios que esta nova banda larga - mais ampla e muito mais veloz - poderia oferecer para a vida das pessoas e das empresas. Afinal, trata-se de uma transmissão de dados com velocidade, de upload e download, entre 10 e 20 vezes superior ao 4G atual, o que diminui drasticamente a latência das respostas. Além disso, a rede 5G promete uma conexão de sinal mais estável e cobertura mais ampla, por utilizar melhor o espectro de rádio, permitindo que mais dispositivos estejam conectados ao mesmo tempo.
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Sustentabilidade & Eficiência energética
Data centers carbono zero - Episódio 2
Jul de 2020
O alinhamento da indústria mundial de TI às boas práticas sustentáveis a fim de reduzir as emissões de gases do efeito estufa é o tema do segundo episódio do podcast greenTALKS. A adoção de data centers carbono zero, que atuam sobre o alto consumo de energia elétrica e no uso eficiente de recursos como a água para o resfriamento dos sistemas foi defendido por Alexander Monestel, CEO da DCC Costa Rica - uma empresa green4T. Para além da questão ambiental, este tipo de estratégia sustentável representa uma imensa vantagem financeira ao operador do data center, com uma redução de até 50% de seus custos. Confira toda a conversa à seguir, que foi mediada pelo diretor Comercial e de marketing da DCC, Berny Guzmán. Berny Guzmán: Ok, perfeito, vamos começar. Olá, espero que você esteja bem, meu nome é Berny Guzmán. Trabalho na DCC Costa Rica, uma empresa green4T. Hoje vamos falar sobre o Data Center Carbono Zero, este podcast estará disponível em nosso canal no Spotify, greenTALKS, em nosso canal do YouTube e será publicado nas redes sociais e Whatsapp. Nesta sessão, teremos uma conversa com o Sr. Alexander Monestel, que é o CEO do Data Center Consultores (DCC) da Costa Rica. Olá Sr. Alexander, como você está? Alexander Monestel: Olá, muito prazer de estar com vocês e compartilhar assuntos tão interessantes e relevantes para todo o setor da indústria de tecnologia e data centers; e a revolução digital que hoje em dia estamos vendo em pleno andamento. Muito feliz em compartilhar com vocês. Guzmán: Sim, claro, e Sr. Alexander e entrando um pouco no assunto, você poderia explicar mais sobre o conceito de um data center carbono zero? Monestel: Sim, é claro. Primeiro, vamos entender um pouco do contexto onde nasce a ideia de um data center que aponte para neutralidade de carbono ou de emissão zero de gases de efeito estufa e isso tem muito a ver com o problema das mudanças climáticas que tem sido um dos temas mais discutidos e tratados nos últimos 10 anos. Obviamente, à medida que avança o problema do aumento da temperatura pela contaminação por gases do efeito estufa, eleva-se os níveis dos oceanos e os efeitos derivados das mudanças climáticas. Assim, os países, as empresas e as pessoas vêm tomando consciência e, então, ao final dos estudos dos cientistas, eles apontam que não conter os efeitos e as complicações das mudanças climáticas pode nos levar ao final do século a uma situação realmente caótica de aumento da temperatura no Oriente de até 4°C e isso implicará no aumento do nível dos oceanos - que podem mover-se na faixa de 1 a 10 metros -, com a qual muitas das cidades e áreas costeiras do mundo como a conhecemos hoje desaparecerão. Isso só para citar alguns problemas, mas existem muitíssimos outros problemas relacionados a escassez de água, aumento e frequência de tempestades elétricas, aumento da intensidade e frequência de fenômenos catastróficos como furacões, ciclones, inundações e problemas de seca muito severos em grandes áreas do globo terrestre que levará a migrações populacionais muito significativas, aumento da pobreza em todo o mundo e etc. Então, na verdade, o que se espera de não fazer nada é um cenário muito muito complicado para todos os habitantes do planeta. Nesse sentido, as Nações Unidas têm liderado o esforço de organizar todos os países no intuito de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e isso nos leva precisamente ao conceito de um data center carbono zero. Ele busca precisamente alinhar a indústria de tecnologia - e, particularmente, a indústria de data center - neste mesmo contexto, ou seja, como essa indústria se desdobra em esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para atingir as metas estabelecidas daqui a 2050 como primeira etapa, e um curso adicional no final do século onde, em princípio, se alcance uma compensação total pelas emissões de gases de efeito estufa. Portanto, um data center carbono zero é um data center que visa estar 100% alinhado com a estratégia global de não emissão de gases de efeito estufa na atmosfera ou compensando os gases de efeito estufa que estão gerando. Guzmán: Sr. Alexander nos deixa bem claro o conceito geral, mas talvez muitas dessas pessoas sejam proprietários de um data center e estejam se perguntando especificamente qual é o benefício obtido com a aplicação desse tipo de certificação, por exemplo, em uma infraestrutura de missão crítica. Você poderia falar um pouco sobre isso? Monestel: Claro. Primeiro, precisa-se entender se realmente o setor de tecnologia ou particularmente a indústria de data center adiciona algo à equação do total de gases de efeito estufa produzidos globalmente. Há um estudo realizado da McMaster University, onde eles trataram precisamente de mapear o impacto do setor de TI em nível global na questão das emissões de gases de efeito estufa. O interessante é que, em 2007, o setor de TI - e o total, não apenas de data center, mas tudo o que tem a ver com tecnologia da informação - gerou apenas 1% de todas as emissões de gases de efeito estufa. Então, realmente o seu impacto era muito pequeno. No entanto, todas as projeções que foram atualizadas ano a ano apontam para que, hoje, a contribuição total seja três vezes maior da que foi gerada em 2007, quando o estudo começou. E, mais grave ainda, a projeção para 2040 é de que o setor de TI representará cerca de 14% do total das emissões de gases de efeito estufa. E isso, de fato, representa metade (da emissão de gases gerada) do setor de transporte mundial, de modo que é uma questão muito importante. E por que este aumento exponencial? Basicamente, tem muito a ver com todo o processo de transformação digital. Então, o primeiro motivador para um gerente de TI é: você quer que a sua indústria de TI seja sustentável ao longo do tempo? Ou você quer que seja insustentável? Portanto, a resposta deve ser sim. Obviamente, quero que minha indústria possa seguir se desenvolvendo, quero apostar em sistemas confiáveis totalmente sólidos, com comunicação em tempo real, com a incorporação de todas as tecnologias que vêm associadas às redes 5G... Claro que, como gerente de um data center, eu vou querer isso. Mas para garantir que isso seja possível, é necessário que o setor de TI tome consciência de que o seu impacto nas emissões de gases de efeito estufa será tal que, se medidas compensatórias não forem tomadas, provavelmente em algum momento isso possa significar um freio no desenvolvimento da indústria de TI como a conhecemos. Porque não há uma forma de equilibrar o crescimento do setor de TI e o impacto prejudicial que isso terá sobre o meio ambiente. O outro eixo motivador que não é desprezível tem a ver com a economia dos custos operacionais de um data center. Está mais do que demonstrado que um dos componentes que mais pesa na operação é o consumo de energia elétrica, que pode representar até 40 ou 50% dos custos operacionais totais. Quando isso implica em um esforço para levar o data center ao carbono zero, não se está fazendo outra coisa que, dentro de uma série holística de medidas, buscar que este data center seja muito eficiente no consumo. Nossa experiência mostrou que posso obter economia em eficiência energética da ordem de 30% a 40% e até 50%, dependendo do nível de agressividade que você deseja tomar. Portanto, 50% na redução da conta de energia elétrica de um data center, é muito, muito dinheiro, e é um benefício que chega direto à operação do centro de dados. Finalmente, há outro aspecto que não deixa de ser relevante. Muitos dos data centers existentes no mundo, especialmente os grandes, usam a água como um recurso para resfriar os seus sistemas críticos. Então, e precisamente associado a todo o problema da questão da mudança climática, um dos recursos que se espera tornar escasso é o recurso hídrico. Existem muitas áreas do planeta - na América Latina, na Europa na Ásia e na África -, que já estão identificadas ou mapeadas como áreas com alto estresse em termos de disponibilidade de recursos hídricos. Assim, do ponto de vista da estratégia de sustentabilidade, um data center que aposta em um enfoque de sustentabilidade ambiental também deverá desenvolver estratégias que permitam, por exemplo, reduzir os riscos e vulnerabilidades que virão nos próximos anos associados à limitação de acesso a água potável. Enfrentar os problemas se traduzirá em medidas de mitigação que reduzam o risco do data center ficar fora de operação, porque eles não tem acesso a recursos hídricos suficientes, por conta de um colapso do sistema público de abastecimento de água sem que haja sistemas de backup para alimentar as torres de resfriamento. Portanto, há uma série de valores que vão além do elemento, digamos, clichê de uma certificação. Na realidade, veja que não mencionei a palavra certificação, que poderíamos dizer que nos dá um quarto ponto positivo: hoje, a nível global, as empresas que se comprometem com o tema da sustentabilidade acabam sendo favorecidas ou privilegiadas pelo público ou pelos usuários. De fato, há um material abundante de estudos realizados pelo Uptime Institute - para citar um, a pesquisa 451 - que identificou que muitos dos gerentes de TI em todo o mundo têm privilegiado colocar os seus servidores em data centers comprometidos com questões de sustentabilidade. Estes seriam os quatro benefícios que eu identifico claramente na questão de apostar neste tipo de esforço. Guzmán: Claro e, no final, torna-se uma vantagem competitiva comercialmente verdadeira. Sr Alexander, esse conceito também se aplicaria à infraestrutura existente ou a novos data centres ou a ambas as opções? Você poderia explicar um pouco este assunto? Monestel: É importante esclarecer que este conceito não é uma ferramenta exclusiva de vendas ou de marketing para um determinado nicho, um certo tipo de data center. Na realidade, antes de tudo, é uma proposta totalmente alinhada com o que pedem as Nações Unidas, organizações tão prestigiadas quanto o US. Green Building e todos os tipos de organizações envolvidas em sustentabilidade. Sendo assim, evidentemente, tem de ser um marco conceitual que seja acessível a todos os tipos de empresas e todos os tipos de data centers. Respondendo concretamente a pergunta, isso funciona para data centers novos que estão em processo de desenvolvimento e, mais importante ainda, é totalmente funcional para os data centers que já existem e foram concebidos e projetados há 5, 10, 20, 30 anos atrás. De fato, o verdadeiro valor dessa ideia de transformar um data center em carbono zero é abrir as portas para centros que foram pensados no contexto de uma época em que a eficiência e a sustentabilidade não eram importantes. Poder trazê-los a valor presente, então, é totalmente viável. Na verdade, eu diria que é mais pensado a estas infraestruturas antigas, arcaicas ou, digamos, pouco eficientes, para que sejam trazidos ao valor presente. Vamos pensar que a maioria dos data centers que estão operacionais - ouso dizer - são centros de dados que foram concebidos nos anos 80, 90, incluindo alguns nos anos 2000. E, nestas épocas, a prioridade número 1 de toda essa infraestrutura era a alta disponibilidade. A questão da eficiência e sustentabilidade era uma questão totalmente irrelevante - e estamos falando que isso pode representar 50%, 60% ou talvez 70% de todos os centros de dados que estão operacionais hoje no planeta. Então, jamais poderíamos dizer que para poder cumprir com os objetivos do combate às mudanças climáticas, teríamos que desligar todos estes data centers e começar do zero, porque isso seria materialmente absurdo. Portanto, evidentemente, esses tipos de esforços são projetados e orientados a recorrer a todos esses data centers que já estão operando e dizer-lhes que podem remodelar a infraestrutura e se colocarem em dia com os objetivos de eficiência e sustentabilidade. Guzman: Perfeito, bem, tudo soa muito bem, Sr. Alexander, mas é importante fazermos uma pergunta - e sei que muitos dos que estão ouvindo estão interessados no assunto e querem saber. Fale-nos um pouco dos custos: quanto me custaria, como proprietário do data center, optar por esse tipo de certificação? É muito caro? Conte-nos um pouco. Monestel: Bem, volto a insistir. A questão da certificação é como a cereja do bolo. Na verdade, eu vejo esse tema, nesta rota crítica a primeira coisa que uma organização deve considerar é: eu quero me alinhar aos objetivos de lutar contra as mudanças climáticas que meus governos e governos de todo o planeta (estão fazendo)? Quero fazê-lo agora, com tempo suficiente relativamente? Ou estou esperando ser forçado a fazê-lo? Através do que: políticas estatais, impostos sobre carbono, penalização de infraestrutura ineficiente... Ou seja, essa reflexão é importante, não é voluntária, não é uma questão do que eu adoraria fazer porque tenho mil prioridades. É uma questão que, mais cedo ou mais tarde, atingirá todas as organizações. Portanto, nossa recomendação é que a primeira coisa seja descobrir o quão avançado seu país está, particularmente, em termos de adoção de uma política de combate às mudanças climáticas e, com base nisso, tratar de tomar essas decisões de migração de maneira antecipada porque são mudanças que, mais do que o custo, tem a questão do tempo, já que com um data center em operação não é tão simples, não é um assunto que pode ser realizado da noite para o dia. Tem de haver uma proposta para avaliação da infraestrutura, diagnóstico, análise de oportunidades, quais são as estratégias mais viáveis e depois, claro, todo o exercício de projetar suas estratégias e implementá-las. Então, creio que a primeira reflexão é que não é um tópico opcional, é uma questão de quando serei forçado a adotá-lo. Esta necessidade pode acontecer muito em breve, dependendo da rapidez com que o país em que o data center está lida com as questões de mudança climática. Por exemplo, países como a Costa Rica, que lideram o debate da mudança climática, há atualmente legislação ou regulamentação que estão estimulando o movimento em direção a uma infraestrutura de carbono zero. No entanto, em algum momento, teremos medidas não de incentivo, mas de punição e penalidade. Por isso, é importante considerar que, observando o exposto acima, na verdade existem dois esforços para esse objetivo de se tornar um data center carbono zero. O primeiro esforço é realmente pensar e identificar oportunidades. Definir custos é realmente muito difícil, porque isso tem todas as variáveis que se pode imaginar, dependendo do tamanho do centro, a capacidade em kilowatts (kW) desse data center, dos objetivos que eles desejam atingir. Existem data centers que adotam medidas muito mínimas, outros apostam em medidas muito mais agressivas como, por exemplo, a implementação de toda a energia gerada pelo data center com base em energia limpa. Portanto, a gama de custos pode ir de valores pequenos como US$ 10.000 por ano a esforços muito mais significativos, da ordem de várias centenas de milhares de dólares, dependendo, repito, do tamanho da infraestrutura e da ambição do processo de transformação. Isso é muito difícil de medir, a menos que cada caso específico seja visto pontualmente, para o qual, digamos que o procedimento correto seja o diagnóstico do data center e, com base nisso, seja possível estimar o esforço que, repito, pode ser mover-se nesta gama de US$ 10 mil a vários milhares de dólares - US$ 40 mil, US$ 50 mil, dependendo do que você deseja fazer. Agora, quanto ao esforço de certificação, o custo é realmente muito simbólico, porque a maioria das entidades certificadas não pretende lucrar com o custo da certificação. Estamos falando de organizações como ISO, organizações como a US Green Building, portanto, os custos de certificação não superam, no pior dos casos, a US$ 5 mil, US$ 7 mil, dependendo, repito, o tamanho do edifício, do bunker do data center. O maior esforço está no retrofit de sua infraestrutura, porque é muito importante também quando falamos sobre isso entender que os retornos de investimentos associados a essas transformações são muito, muito positivos. Temos muitas informações que confirmam que a maioria das medidas para transformar um data center ineficiente em um centro sustentável de carbono zero tem um retorno do investimento de menos de cinco anos. Ou seja, é como dizer que o que você economiza - US$ 10 mil, US$ 5 mil, US$ 7 mil, US$ 8 mil - com apenas com o consumo de energia, de água e de outros elementos das operações do centro de dados, praticamente todas as medidas se pagam em menos de cinco anos. Temos feito estudos com os data centers que nós mesmos projetamos onde medidas mais agressivas, como o suporte de painéis fotovoltaicos e geração de energia nos locais, pagará totalmente o investimento em um intervalo de menos de sete anos. Então, aqui, realmente a questão do investimento deve ser vista de todas essas arestas, não apenas da margem de quanto dinheiro me custa. E, o mais o mais importante, é que vou ter que fazer isso. Além de ter um retorno deste investimento em prazos bem curtos. Guzmán: Sim, é claro, e também há um retorno sobre o investimento social e ambiental que acredito ser muito importante para esses tempos. Já estamos terminando o podcast, Sr. Alexander, muito obrigado por explicar esse tipo de solução. Muito interessante. Monestel: Com muito prazer, é realmente um tema que está se tornando cada vez mais válido e que veremos com mais intensidade nos próximos meses e anos, sobretudo se prestarmos muita atenção às redes sociais no contexto da pandemia de Covid-19. Existem mensagens muito fortes, muito contundentes, especialmente de países europeus que falam de um conceito usado até pelo Fórum Econômico Mundial, sobre uma grande redefinição ou reinício da economia global, apostando em um processo muito mais acelerado de migração até a uma economia verde totalmente sustentável. Então, creio que veremos, quando passarmos por essa situação complicada, muitas iniciativas em nível global na linha de acelerar os processos de migração em direção a essa neutralidade de carbono. Berny: Perfeito, muito obrigado também a todos que nos ouviram, em breve teremos outra edição com outros assuntos interessantes. Cordiais saudações a todos e obrigado por se juntarem a nós.
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Cidades Inteligentes
Novas dinâmicas, novos movimentos
Jun de 2020
Cidades e centros urbanos têm sido, ao longo da História, o núcleo de pandemias e crises sanitárias. Mas também são, indiscutivelmente, o epicentro da criatividade e da inovação. Se a pandemia do coronavírus pode alterar a vida nas cidades, é também nelas que se encontram as respostas para uma nova dinâmica de trabalho, de deslocamento, de relações comerciais e sociais.
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Cidades Inteligentes
Intelligent Operation Center – IoC: o cérebro das operações complexas
Jun de 2020
Um relatório da McKinsey Global Institute prevê que, até 2025, a internet das coisas (IoT) terá um impacto econômico de US$ 3,9 trilhões a US$ 11,1 trilhões. Estima-se que, a cada segundo, 127 novos aparelhos se conectam à internet no mundo. Estes dispositivos geram um volume de dados colossal. O IDC estima que, em 2025, teremos 41.6 bilhões de dispositivos conectados. Estes dispositivos, ou “coisas”, serão responsáveis pela geração de 79.4 zettabytes de dados.
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Cidades Inteligentes
greenTalks - Episódio 1
Jun de 2020
Em nosso podcast, Roberto Speicys, da Scipopulis, explica como analisar, com dados, as diferentes demandas surgidas com a pandemia pode ajudar gestores a se adaptar melhor A primeira edição do nosso novo podcast, o greenTalks, traz uma conversa com Roberto Speicys, cofundador e CEO da Scipopulis, sobre as transformações na mobilidade urbana com o enfrentamento à pandemia de coronavírus. Para Speicys, com as oscilações na demanda por transporte público por conta dos períodos de isolamento social e quarentena, o sistema vai ter de se adaptar rapidamente para regular a oferta para os cidadãos. Além disso, as pessoas tendem a buscar novas alternativas para se locomover e, com a necessidade de distanciamento, os modais individuais e pouco poluentes, como a bicicleta, ganham força. Acompanhe a íntegra da entrevista: Flávia Tavares: Oi, pessoal, tudo bem? Eu me chamo Flávia Tavares e eu sou jornalista na green4T. Hoje, nós vamos estrear o nosso podcast, o greentalks. É mais um canal de comunicação e conteúdo da green4T pra gente conversar. Esse podcast vai estar no Spotify, no nosso canal do YouTube e vai ser divulgado nas nossas redes sociais e também pelo WhatsApp. Para essa nossa primeira edição, vamos bater um papo com o Roberto Speicys, cofundador e CEO da Scipopulis. Nós vamos falar sobre as mudanças na mobilidade urbana com esses desafios que estamos vivendo com a pandemia do coronavírus. Oi, Roberto, tudo bem? Roberto Speicys: Oi, Flávia, tudo bom? Obrigado pelo convite para estar na primeira edição do podcast. Flávia: Eu que agradeço. A gente pensou em bater um papo hoje sobre as mudanças na mobilidade urbana. Com esses desafios todos que a gente está vivendo com a pandemia do coronavirus, dá para imaginar que muitas mudanças vão acontecer. E a da mobilidade urbana, a da vida nas cidades, é uma das que devem impactar muito a nossa vida. O que você acha que vai mudar, principalmente conforme as cidades começam a planejar essa retomada das atividades para daqui algum tempo? Speicys: Olha, Flávia, tem muita pergunta ainda, né? Está todo mundo tentando descobrir como se adaptar e como operar a rede de transporte nessa situação. Mas tem algumas certezas. Um dos problemas que afetaram as redes de transporte público é que essas redes são normalmente planejadas em cima de pesquisas que as prefeituras e as empresas que operam ônibus fazem para saber como as pessoas se movimentam na cidade. Elas têm que saber para onde as pessoas estão querendo ir, de onde elas vêm e se faz uma pesquisa grande. Em cima do resultado dessa pesquisa, você monta uma rede que atenda essa demanda de viagem, essa vontade de as pessoas se locomoverem. O que aconteceu agora com a pandemia? Todo mundo ficou em quarentena, muita gente que pôde trabalhar em home office trabalhou de casa. Mas, por outro lado, tem muita gente que tem que continuar trabalhando, gente que trabalha em serviços essenciais e teve de continuar indo para o trabalho. E o que acontece é que essa demanda que existia e para a qual a rede tinha sido planejada mudou totalmente. E ela mudou para uma demanda que ninguém sabe qual é direito, ninguém nunca pensou nisso. Nunca se planejou uma situação em que 70% das pessoas iam parar de usar transporte público e 30% iam usar, que é o que está acontecendo aqui em São Paulo durante a quarentena. Isso cria um monte de desafios, né? Porque a rede de transporte não está acostumada a se adaptar tão rapidamente a mudanças. Uma tendência que vai ter para o transporte no futuro é é que você vai ter demandas novas surgindo. Perfis de movimentação na cidade diferentes surgindo frequentemente. Então, você perguntou do cenário de retomada. A retomada que a gente está vendo e imaginando, que os governantes estão propondo, é uma retomada gradual. Alguns comércios e alguns serviços voltando aos poucos e outros ainda não, parados. Então, escolas voltam depois, restaurantes... Esse problema da demanda desconhecida ele vai só aumentar, porque a cada fase de retorno à normalidade é uma nova demanda desconhecida que vai aparecer na cidade de transporte e a rede vai ter que se adaptar. Para você ter ideia, a pesquisa de origem e destino aqui em São Paulo é feita a cada 10 anos. Então, a rede de transporte se adapta a cada 10 anos, mais ou menos, a uma nova demanda. E o que a gente está tendo agora são novos cenários de demanda mensais, ou diários até. A gente está vendo que essa é uma das tendências. Outra tendência é que não vai dar para você operar transporte lotado do jeito que a gente estava acostumado. Porque vai se impor uma distância mínima entre os passageiros e dificilmente você vai ter ônibus lotado, vai ter de se operar o ônibus com uma lotação muito menor do que antes e as pessoas vão ter de ser impedidas de entrar em um ônibus se ele já estiver acima de uma certa capacidade. Isso também vai requerer das empresas que operam uma outra forma de operar, talvez com mais veículos e isso vai ter um impacto em todo o sistema. Vai mudar bastante o transporte público nas cidades. E uma última tendência é que muitas cidades estão aproveitando isso para estimular mais o transporte ativo: andar na rua e também abrindo mais espaço para bicicletas. Flávia: Roberto, até a minha próxima pergunta era bem nesse sentido. Se com essas mudanças de cenário, de mais agilidade na mudança de demandas e de não aglomeração se isso abrirá espaço para crescimento de outros modais, como é que a gente pode imaginar essa transformação. E uma dessas transformações é por aí, né? Mais bicicleta, mais caminhadas. Speicys: É, porque a gente está numa encruzilhada agora. O transporte por veículo particular, já ficou provado, tem um problema em termos de sustentabilidade, de poluição, de emissões e etc. Todas as cidades que estavam desenvolvendo uma mobilidade mais sustentável estavam estimulando o transporte coletivo, porque ele é mais eficiente e gera menos emissões por passageiro transportado. Era uma forma de tornar as cidades mais sustentáveis a longo termo transportar as pessoas diminuindo as emissões atmosféricas e o ataque ao meio ambiente. Mas agora com a pandemia o transporte público também tem problemas. E, agora, não dá mais para transportar a mesma quantidade de pessoas de antes com a mesma quantidade de veículos, a gente vai ter que diminuir ou aumentar a quantidade de veículos e tal. Então, como a gente equilibra essa necessidade de transportar pessoas em grande número, reduzindo de emissões atmosféricas e sem ter aglomerações que propiciem a propagação de vírus? E aí tem muita cidade chegando num consenso para resolver a equação em que a solução é a bicicleta. Com a bicicleta, você não tem as emissões que o veículo particular gera e você também não tem aglomeração, você faz a viagem a uma distância razoavelmente grande da outra pessoa. Você não está sujeito a ser infectado, diminui muito a chance de você pegar uma doença infecciosa. Esse é um caminho que algumas cidades estão adotando. Buenos Aires agora converteu algumas faixas de ônibus, porque tem menos ônibus em circulação, em ciclovias para as pessoas que precisam se deslocar terem mais espaço para se deslocar de bicicleta. Uma outra tendência é a redução no número de viagens simplesmente. Muitas pessoas vão deixar de fazer algumas viagens porque perceberam que não precisam, por exemplo, ir todo dia ao escritório, ou que podem fazer algumas reuniões remotamente. Alguns deslocamentos durante o dia para fazer uma reunião vão desaparecer. No geral, vai ter uma redução da quantidade de viagens feitas por dia nas cidades. Flávia: Legal, Roberto. De uma forma geral, o que é certo é que alguma transformação vai haver, né? Isso é certeza. E que todo mundo vai ter que experimentar, juntar dados e muita informação. Muita informação e muita tecnologia para ajudar a encontrar esse tipo de saída. Speicys: Porque a gente vai ter que aprender fazendo, não é? São várias situações que são novas e não existe um histórico de operação de rede de mobilidade, não existe uma tradição em que você consiga se apoiar para tomar uma decisão, para falar "olha, é um bairro que sempre foi assim ou é uma avenida que sempre foi assada". Porque mudou tudo de repente, a gente está numa outra realidade, e não tem histórico de operação e de uso da cidade nessas condições. Às vezes, em algumas cidades mais antigas, elas já têm uma rede de transporte estabelecida e você já tem um monte de comportamento que são conhecidos, da prática da operação, da cidade no dia a dia. Mas mesmo essas cidades hoje estão vivendo um cenário inédito. Então, o jeito mais rápido de aprender é você coletar a maior quantidade de dados enquanto a cidade está funcionando para poder entender essa nova realidade e como você organiza a cidade, como as pessoas se organizam e como os serviços aos cidadãos são organizados nessa nova realidade que está surgindo. Como eu falei, não é uma nova realidade, porque a gente vai ter medidas que vão criar novos usos da cidade à medida que os serviços foram restabelecidos. Então, vão ser várias novas realidades que vão surgir nas cidades, que vai ter de se adaptar a todas elas. Flávia: Legal, Roberto, muito obrigada pela sua participação e até uma próxima, pessoal. Speicys: Imagina, eu que agradeço, obrigado pela oportunidade e a gente se vê num outro episódio. Tchau, tchau.
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