Último insight
Uma campanha green4T: Painel para todos
1. A pandemia e as novas dinâmicas Desde dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ter sido registrado o primeiro caso de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, o mundo se viu em um estado disruptivo. Países inteiros se colocaram em confinamento, fronteiras se fecharam. Relações sociais e de trabalho se transfiguraram. E, pelo caráter altamente transmissível da doença, as regras de convivência tiveram de se alterar profundamente. A transmissão da Covid-19 se dá pelo contato próximo com pessoas infectadas. O toque das mãos é o principal veículo para o novo coronavírus, mas gotículas como as da fala, da tosse e do espirro são altamente contagiosas, assim como o toque em superfícies contaminadas. Além disso, indivíduos infectados, mas assintomáticos, também podem transmitir a doença. Com um poder de transmissão tão intenso, as medidas de prevenção devem ser adotadas por todos os cidadãos, sem exceções, e devem ser rigorosas. O distanciamento social é uma das principais delas. Não é possível prever, com precisão, quanto tempo a ciência levará para encontrar um tratamento e uma vacina eficazes contra a Covid-19. Um estudo da Universidade de Harvard, publicado em abril deste ano, chega a apontar a necessidade de quarentenas intermitentes até 2022 para a contenção do vírus. Até lá, enquanto não for seguro retomar as atividades em sua totalidade, as aglomerações terão de ser evitadas; grupos de risco, protegidos; ações preventivas deverão ser tomadas.
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Edge computing
Cidades inteligentes
Sustentabilidade & Eficiência energética
Construção de data centers
Sala cofre
Edge computing
Na era da IoT, a velocidade é indispensável. O tempo é valioso. O processamento dos dados deve estar próximo da borda. Conheça melhor esse conceito.
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Edge computing: solução ideal para o 5G?
Jul de 2020
O anúncio da criação da tecnologia 5G pelos sul-coreanos em 2013 gerou uma enorme expectativa no mundo sobre os benefícios que esta nova banda larga - mais ampla e muito mais veloz - poderia oferecer para a vida das pessoas e das empresas. Afinal, trata-se de uma transmissão de dados com velocidade, de upload e download, entre 10 e 20 vezes superior ao 4G atual, o que diminui drasticamente a latência das respostas. Além disso, a rede 5G promete uma conexão de sinal mais estável e cobertura mais ampla, por utilizar melhor o espectro de rádio, permitindo que mais dispositivos estejam conectados ao mesmo tempo.
Na borda da transformação
Mai de 2020
O consumo de internet se intensificou de muitas maneiras por conta do enfrentamento da pandemia do coronavírus e do isolamento social a que muitos estão submetidos. Estamos nos comunicando, trabalhando, nos divertindo, comprando, aprendendo pela internet. Nós já vivemos na era da internet das coisas (IoT) há alguns anos, mas com o desafio atual nossa demanda por conectividade disparou.
Uma campanha green4T: Painel para todos
Jul de 2020
1. A pandemia e as novas dinâmicas Desde dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ter sido registrado o primeiro caso de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, o mundo se viu em um estado disruptivo. Países inteiros se colocaram em confinamento, fronteiras se fecharam. Relações sociais e de trabalho se transfiguraram. E, pelo caráter altamente transmissível da doença, as regras de convivência tiveram de se alterar profundamente. A transmissão da Covid-19 se dá pelo contato próximo com pessoas infectadas. O toque das mãos é o principal veículo para o novo coronavírus, mas gotículas como as da fala, da tosse e do espirro são altamente contagiosas, assim como o toque em superfícies contaminadas. Além disso, indivíduos infectados, mas assintomáticos, também podem transmitir a doença. Com um poder de transmissão tão intenso, as medidas de prevenção devem ser adotadas por todos os cidadãos, sem exceções, e devem ser rigorosas. O distanciamento social é uma das principais delas. Não é possível prever, com precisão, quanto tempo a ciência levará para encontrar um tratamento e uma vacina eficazes contra a Covid-19. Um estudo da Universidade de Harvard, publicado em abril deste ano, chega a apontar a necessidade de quarentenas intermitentes até 2022 para a contenção do vírus. Até lá, enquanto não for seguro retomar as atividades em sua totalidade, as aglomerações terão de ser evitadas; grupos de risco, protegidos; ações preventivas deverão ser tomadas.
Novas dinâmicas, novos movimentos
Jun de 2020
Cidades e centros urbanos têm sido, ao longo da História, o núcleo de pandemias e crises sanitárias. Mas também são, indiscutivelmente, o epicentro da criatividade e da inovação. Se a pandemia do coronavírus pode alterar a vida nas cidades, é também nelas que se encontram as respostas para uma nova dinâmica de trabalho, de deslocamento, de relações comerciais e sociais.
Intelligent Operation Center – IoC: o cérebro das operações complexas
Jun de 2020
Um relatório da McKinsey Global Institute prevê que, até 2025, a internet das coisas (IoT) terá um impacto econômico de US$ 3,9 trilhões a US$ 11,1 trilhões. Estima-se que, a cada segundo, 127 novos aparelhos se conectam à internet no mundo. Estes dispositivos geram um volume de dados colossal. O IDC estima que, em 2025, teremos 41.6 bilhões de dispositivos conectados. Estes dispositivos, ou “coisas”, serão responsáveis pela geração de 79.4 zettabytes de dados.
Cidades inteligentes
Câmeras, sensores, semáforos, celulares: dispositivos espalhados pelas cidades geram um enorme volume de dados. Como transformá-los em insights para uma gestão integrada, eficiente e inteligente?
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Sustentabilidade & Eficiência energética
No modelo atual, a infraestrutura de TI será, até 2025, responsável por 1/5 do uso global de energia. Precisamos ter uma mudança de paradigma com relação ao consumo energético de data centers.
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Data centers carbono zero - Episódio 2
Jul de 2020
O alinhamento da indústria mundial de TI às boas práticas sustentáveis a fim de reduzir as emissões de gases do efeito estufa é o tema do segundo episódio do podcast greenTALKS. A adoção de data centers carbono zero, que atuam sobre o alto consumo de energia elétrica e no uso eficiente de recursos como a água para o resfriamento dos sistemas foi defendido por Alexander Monestel, CEO da DCC Costa Rica - uma empresa green4T. Para além da questão ambiental, este tipo de estratégia sustentável representa uma imensa vantagem financeira ao operador do data center, com uma redução de até 50% de seus custos. Confira toda a conversa à seguir, que foi mediada pelo diretor Comercial e de marketing da DCC, Berny Guzmán. Berny Guzmán: Ok, perfeito, vamos começar. Olá, espero que você esteja bem, meu nome é Berny Guzmán. Trabalho na DCC Costa Rica, uma empresa green4T. Hoje vamos falar sobre o Data Center Carbono Zero, este podcast estará disponível em nosso canal no Spotify, greenTALKS, em nosso canal do YouTube e será publicado nas redes sociais e Whatsapp. Nesta sessão, teremos uma conversa com o Sr. Alexander Monestel, que é o CEO do Data Center Consultores (DCC) da Costa Rica. Olá Sr. Alexander, como você está? Alexander Monestel: Olá, muito prazer de estar com vocês e compartilhar assuntos tão interessantes e relevantes para todo o setor da indústria de tecnologia e data centers; e a revolução digital que hoje em dia estamos vendo em pleno andamento. Muito feliz em compartilhar com vocês. Guzmán: Sim, claro, e Sr. Alexander e entrando um pouco no assunto, você poderia explicar mais sobre o conceito de um data center carbono zero? Monestel: Sim, é claro. Primeiro, vamos entender um pouco do contexto onde nasce a ideia de um data center que aponte para neutralidade de carbono ou de emissão zero de gases de efeito estufa e isso tem muito a ver com o problema das mudanças climáticas que tem sido um dos temas mais discutidos e tratados nos últimos 10 anos. Obviamente, à medida que avança o problema do aumento da temperatura pela contaminação por gases do efeito estufa, eleva-se os níveis dos oceanos e os efeitos derivados das mudanças climáticas. Assim, os países, as empresas e as pessoas vêm tomando consciência e, então, ao final dos estudos dos cientistas, eles apontam que não conter os efeitos e as complicações das mudanças climáticas pode nos levar ao final do século a uma situação realmente caótica de aumento da temperatura no Oriente de até 4°C e isso implicará no aumento do nível dos oceanos - que podem mover-se na faixa de 1 a 10 metros -, com a qual muitas das cidades e áreas costeiras do mundo como a conhecemos hoje desaparecerão. Isso só para citar alguns problemas, mas existem muitíssimos outros problemas relacionados a escassez de água, aumento e frequência de tempestades elétricas, aumento da intensidade e frequência de fenômenos catastróficos como furacões, ciclones, inundações e problemas de seca muito severos em grandes áreas do globo terrestre que levará a migrações populacionais muito significativas, aumento da pobreza em todo o mundo e etc. Então, na verdade, o que se espera de não fazer nada é um cenário muito muito complicado para todos os habitantes do planeta. Nesse sentido, as Nações Unidas têm liderado o esforço de organizar todos os países no intuito de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e isso nos leva precisamente ao conceito de um data center carbono zero. Ele busca precisamente alinhar a indústria de tecnologia - e, particularmente, a indústria de data center - neste mesmo contexto, ou seja, como essa indústria se desdobra em esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para atingir as metas estabelecidas daqui a 2050 como primeira etapa, e um curso adicional no final do século onde, em princípio, se alcance uma compensação total pelas emissões de gases de efeito estufa. Portanto, um data center carbono zero é um data center que visa estar 100% alinhado com a estratégia global de não emissão de gases de efeito estufa na atmosfera ou compensando os gases de efeito estufa que estão gerando. Guzmán: Sr. Alexander nos deixa bem claro o conceito geral, mas talvez muitas dessas pessoas sejam proprietários de um data center e estejam se perguntando especificamente qual é o benefício obtido com a aplicação desse tipo de certificação, por exemplo, em uma infraestrutura de missão crítica. Você poderia falar um pouco sobre isso? Monestel: Claro. Primeiro, precisa-se entender se realmente o setor de tecnologia ou particularmente a indústria de data center adiciona algo à equação do total de gases de efeito estufa produzidos globalmente. Há um estudo realizado da McMaster University, onde eles trataram precisamente de mapear o impacto do setor de TI em nível global na questão das emissões de gases de efeito estufa. O interessante é que, em 2007, o setor de TI - e o total, não apenas de data center, mas tudo o que tem a ver com tecnologia da informação - gerou apenas 1% de todas as emissões de gases de efeito estufa. Então, realmente o seu impacto era muito pequeno. No entanto, todas as projeções que foram atualizadas ano a ano apontam para que, hoje, a contribuição total seja três vezes maior da que foi gerada em 2007, quando o estudo começou. E, mais grave ainda, a projeção para 2040 é de que o setor de TI representará cerca de 14% do total das emissões de gases de efeito estufa. E isso, de fato, representa metade (da emissão de gases gerada) do setor de transporte mundial, de modo que é uma questão muito importante. E por que este aumento exponencial? Basicamente, tem muito a ver com todo o processo de transformação digital. Então, o primeiro motivador para um gerente de TI é: você quer que a sua indústria de TI seja sustentável ao longo do tempo? Ou você quer que seja insustentável? Portanto, a resposta deve ser sim. Obviamente, quero que minha indústria possa seguir se desenvolvendo, quero apostar em sistemas confiáveis totalmente sólidos, com comunicação em tempo real, com a incorporação de todas as tecnologias que vêm associadas às redes 5G... Claro que, como gerente de um data center, eu vou querer isso. Mas para garantir que isso seja possível, é necessário que o setor de TI tome consciência de que o seu impacto nas emissões de gases de efeito estufa será tal que, se medidas compensatórias não forem tomadas, provavelmente em algum momento isso possa significar um freio no desenvolvimento da indústria de TI como a conhecemos. Porque não há uma forma de equilibrar o crescimento do setor de TI e o impacto prejudicial que isso terá sobre o meio ambiente. O outro eixo motivador que não é desprezível tem a ver com a economia dos custos operacionais de um data center. Está mais do que demonstrado que um dos componentes que mais pesa na operação é o consumo de energia elétrica, que pode representar até 40 ou 50% dos custos operacionais totais. Quando isso implica em um esforço para levar o data center ao carbono zero, não se está fazendo outra coisa que, dentro de uma série holística de medidas, buscar que este data center seja muito eficiente no consumo. Nossa experiência mostrou que posso obter economia em eficiência energética da ordem de 30% a 40% e até 50%, dependendo do nível de agressividade que você deseja tomar. Portanto, 50% na redução da conta de energia elétrica de um data center, é muito, muito dinheiro, e é um benefício que chega direto à operação do centro de dados. Finalmente, há outro aspecto que não deixa de ser relevante. Muitos dos data centers existentes no mundo, especialmente os grandes, usam a água como um recurso para resfriar os seus sistemas críticos. Então, e precisamente associado a todo o problema da questão da mudança climática, um dos recursos que se espera tornar escasso é o recurso hídrico. Existem muitas áreas do planeta - na América Latina, na Europa na Ásia e na África -, que já estão identificadas ou mapeadas como áreas com alto estresse em termos de disponibilidade de recursos hídricos. Assim, do ponto de vista da estratégia de sustentabilidade, um data center que aposta em um enfoque de sustentabilidade ambiental também deverá desenvolver estratégias que permitam, por exemplo, reduzir os riscos e vulnerabilidades que virão nos próximos anos associados à limitação de acesso a água potável. Enfrentar os problemas se traduzirá em medidas de mitigação que reduzam o risco do data center ficar fora de operação, porque eles não tem acesso a recursos hídricos suficientes, por conta de um colapso do sistema público de abastecimento de água sem que haja sistemas de backup para alimentar as torres de resfriamento. Portanto, há uma série de valores que vão além do elemento, digamos, clichê de uma certificação. Na realidade, veja que não mencionei a palavra certificação, que poderíamos dizer que nos dá um quarto ponto positivo: hoje, a nível global, as empresas que se comprometem com o tema da sustentabilidade acabam sendo favorecidas ou privilegiadas pelo público ou pelos usuários. De fato, há um material abundante de estudos realizados pelo Uptime Institute - para citar um, a pesquisa 451 - que identificou que muitos dos gerentes de TI em todo o mundo têm privilegiado colocar os seus servidores em data centers comprometidos com questões de sustentabilidade. Estes seriam os quatro benefícios que eu identifico claramente na questão de apostar neste tipo de esforço. Guzmán: Claro e, no final, torna-se uma vantagem competitiva comercialmente verdadeira. Sr Alexander, esse conceito também se aplicaria à infraestrutura existente ou a novos data centres ou a ambas as opções? Você poderia explicar um pouco este assunto? Monestel: É importante esclarecer que este conceito não é uma ferramenta exclusiva de vendas ou de marketing para um determinado nicho, um certo tipo de data center. Na realidade, antes de tudo, é uma proposta totalmente alinhada com o que pedem as Nações Unidas, organizações tão prestigiadas quanto o US. Green Building e todos os tipos de organizações envolvidas em sustentabilidade. Sendo assim, evidentemente, tem de ser um marco conceitual que seja acessível a todos os tipos de empresas e todos os tipos de data centers. Respondendo concretamente a pergunta, isso funciona para data centers novos que estão em processo de desenvolvimento e, mais importante ainda, é totalmente funcional para os data centers que já existem e foram concebidos e projetados há 5, 10, 20, 30 anos atrás. De fato, o verdadeiro valor dessa ideia de transformar um data center em carbono zero é abrir as portas para centros que foram pensados no contexto de uma época em que a eficiência e a sustentabilidade não eram importantes. Poder trazê-los a valor presente, então, é totalmente viável. Na verdade, eu diria que é mais pensado a estas infraestruturas antigas, arcaicas ou, digamos, pouco eficientes, para que sejam trazidos ao valor presente. Vamos pensar que a maioria dos data centers que estão operacionais - ouso dizer - são centros de dados que foram concebidos nos anos 80, 90, incluindo alguns nos anos 2000. E, nestas épocas, a prioridade número 1 de toda essa infraestrutura era a alta disponibilidade. A questão da eficiência e sustentabilidade era uma questão totalmente irrelevante - e estamos falando que isso pode representar 50%, 60% ou talvez 70% de todos os centros de dados que estão operacionais hoje no planeta. Então, jamais poderíamos dizer que para poder cumprir com os objetivos do combate às mudanças climáticas, teríamos que desligar todos estes data centers e começar do zero, porque isso seria materialmente absurdo. Portanto, evidentemente, esses tipos de esforços são projetados e orientados a recorrer a todos esses data centers que já estão operando e dizer-lhes que podem remodelar a infraestrutura e se colocarem em dia com os objetivos de eficiência e sustentabilidade. Guzman: Perfeito, bem, tudo soa muito bem, Sr. Alexander, mas é importante fazermos uma pergunta - e sei que muitos dos que estão ouvindo estão interessados no assunto e querem saber. Fale-nos um pouco dos custos: quanto me custaria, como proprietário do data center, optar por esse tipo de certificação? É muito caro? Conte-nos um pouco. Monestel: Bem, volto a insistir. A questão da certificação é como a cereja do bolo. Na verdade, eu vejo esse tema, nesta rota crítica a primeira coisa que uma organização deve considerar é: eu quero me alinhar aos objetivos de lutar contra as mudanças climáticas que meus governos e governos de todo o planeta (estão fazendo)? Quero fazê-lo agora, com tempo suficiente relativamente? Ou estou esperando ser forçado a fazê-lo? Através do que: políticas estatais, impostos sobre carbono, penalização de infraestrutura ineficiente... Ou seja, essa reflexão é importante, não é voluntária, não é uma questão do que eu adoraria fazer porque tenho mil prioridades. É uma questão que, mais cedo ou mais tarde, atingirá todas as organizações. Portanto, nossa recomendação é que a primeira coisa seja descobrir o quão avançado seu país está, particularmente, em termos de adoção de uma política de combate às mudanças climáticas e, com base nisso, tratar de tomar essas decisões de migração de maneira antecipada porque são mudanças que, mais do que o custo, tem a questão do tempo, já que com um data center em operação não é tão simples, não é um assunto que pode ser realizado da noite para o dia. Tem de haver uma proposta para avaliação da infraestrutura, diagnóstico, análise de oportunidades, quais são as estratégias mais viáveis e depois, claro, todo o exercício de projetar suas estratégias e implementá-las. Então, creio que a primeira reflexão é que não é um tópico opcional, é uma questão de quando serei forçado a adotá-lo. Esta necessidade pode acontecer muito em breve, dependendo da rapidez com que o país em que o data center está lida com as questões de mudança climática. Por exemplo, países como a Costa Rica, que lideram o debate da mudança climática, há atualmente legislação ou regulamentação que estão estimulando o movimento em direção a uma infraestrutura de carbono zero. No entanto, em algum momento, teremos medidas não de incentivo, mas de punição e penalidade. Por isso, é importante considerar que, observando o exposto acima, na verdade existem dois esforços para esse objetivo de se tornar um data center carbono zero. O primeiro esforço é realmente pensar e identificar oportunidades. Definir custos é realmente muito difícil, porque isso tem todas as variáveis que se pode imaginar, dependendo do tamanho do centro, a capacidade em kilowatts (kW) desse data center, dos objetivos que eles desejam atingir. Existem data centers que adotam medidas muito mínimas, outros apostam em medidas muito mais agressivas como, por exemplo, a implementação de toda a energia gerada pelo data center com base em energia limpa. Portanto, a gama de custos pode ir de valores pequenos como US$ 10.000 por ano a esforços muito mais significativos, da ordem de várias centenas de milhares de dólares, dependendo, repito, do tamanho da infraestrutura e da ambição do processo de transformação. Isso é muito difícil de medir, a menos que cada caso específico seja visto pontualmente, para o qual, digamos que o procedimento correto seja o diagnóstico do data center e, com base nisso, seja possível estimar o esforço que, repito, pode ser mover-se nesta gama de US$ 10 mil a vários milhares de dólares - US$ 40 mil, US$ 50 mil, dependendo do que você deseja fazer. Agora, quanto ao esforço de certificação, o custo é realmente muito simbólico, porque a maioria das entidades certificadas não pretende lucrar com o custo da certificação. Estamos falando de organizações como ISO, organizações como a US Green Building, portanto, os custos de certificação não superam, no pior dos casos, a US$ 5 mil, US$ 7 mil, dependendo, repito, o tamanho do edifício, do bunker do data center. O maior esforço está no retrofit de sua infraestrutura, porque é muito importante também quando falamos sobre isso entender que os retornos de investimentos associados a essas transformações são muito, muito positivos. Temos muitas informações que confirmam que a maioria das medidas para transformar um data center ineficiente em um centro sustentável de carbono zero tem um retorno do investimento de menos de cinco anos. Ou seja, é como dizer que o que você economiza - US$ 10 mil, US$ 5 mil, US$ 7 mil, US$ 8 mil - com apenas com o consumo de energia, de água e de outros elementos das operações do centro de dados, praticamente todas as medidas se pagam em menos de cinco anos. Temos feito estudos com os data centers que nós mesmos projetamos onde medidas mais agressivas, como o suporte de painéis fotovoltaicos e geração de energia nos locais, pagará totalmente o investimento em um intervalo de menos de sete anos. Então, aqui, realmente a questão do investimento deve ser vista de todas essas arestas, não apenas da margem de quanto dinheiro me custa. E, o mais o mais importante, é que vou ter que fazer isso. Além de ter um retorno deste investimento em prazos bem curtos. Guzmán: Sim, é claro, e também há um retorno sobre o investimento social e ambiental que acredito ser muito importante para esses tempos. Já estamos terminando o podcast, Sr. Alexander, muito obrigado por explicar esse tipo de solução. Muito interessante. Monestel: Com muito prazer, é realmente um tema que está se tornando cada vez mais válido e que veremos com mais intensidade nos próximos meses e anos, sobretudo se prestarmos muita atenção às redes sociais no contexto da pandemia de Covid-19. Existem mensagens muito fortes, muito contundentes, especialmente de países europeus que falam de um conceito usado até pelo Fórum Econômico Mundial, sobre uma grande redefinição ou reinício da economia global, apostando em um processo muito mais acelerado de migração até a uma economia verde totalmente sustentável. Então, creio que veremos, quando passarmos por essa situação complicada, muitas iniciativas em nível global na linha de acelerar os processos de migração em direção a essa neutralidade de carbono. Berny: Perfeito, muito obrigado também a todos que nos ouviram, em breve teremos outra edição com outros assuntos interessantes. Cordiais saudações a todos e obrigado por se juntarem a nós.
Como obter eficiência energética em seu data center
Out de 2019
Sabia que um único Data Center pode consumir uma quantidade de energia equivalente a milhares de residências? Por isso, a eficiência energética é um fator de extrema relevância, especialmente se a infraestrutura do Data Center estiver localizada em um país como o Brasil, onde o custo da energia elétrica é altíssimo: a tarifa industrial é a 14ª mais cara e a 7ª com maior carga tributária do mundo, segundo o estudo comparativo de tarifas de energia elétrica realizado pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE) em 28 países. Como as empresas estão sempre em busca de redução de custos e ganho de competitividade - o que se intensifica durante os períodos de instabilidade econômica - fica fácil entender a importância de se obter o melhor desempenho de um Data Center com o menor gasto de energia possível. Cada watt economizado conta!
Por que a aceco TI é a parceira ideal na construção de data centers ?
Out de 2019
Toda empresa possui dados que estão em um Data Center. Sejam as micro e pequenas que hospedam seus dados na nuvem ou médias e grandes que preferem infraestruturas dedicadas. Se a sua estratégia envolve a construção de uma infraestrutura própria de TI, seja a construção de um novo ambiente ou a transformação de um existente, é importante contratar uma empresa especializada. A Aceco TI é referência em projeto e construção de Data Centers na América Latina. A Aceco TI é capaz de integrar soluções confiáveis que garantem a continuidade das operações. Os Data Centers Aceco TI são seguros e fornecem a alta disponibilidade necessária para suportar o fluxo de informações que possibilitam a continuidade dos negócios e prestação de serviços. Veja abaixo porque escolher a Aceco como sua parceira na construção do Data Center é a melhor escolha e ainda confira o depoimento de clientes Aceco TI.
CFD: a solução para uma gestão de carga térmica eficiente do seu data center
Out de 2019
Um dos principais fatores responsáveis pela deterioração da capacidade térmica dos Data Centers é um planejamento mal feito da infraestrutura de climatização.Falhas na modelagem ou remodelagem do layout do fluxo de ar do ambiente podem resultar em um grande volume de capacidade inutilizada, diminuindo o desempenho do sistema e, consequentemente, gerando perdas econômicas. O CFD (“Computacional Fluid Dynamics”), também conhecido como Dinâmica de Fluidos Computacional, é uma ferramenta desenvolvida para a simulação numérica de situações complexas de escoamento de fluidos que, a cada ano, vem se firmando como uma das melhores soluções para uma gestão de carga térmica eficiente de Data Centers. Trata-se de um software que calcula os fluxos de ar nas salas de servidores para identificar pontos quentes e outras zonas potencialmente problemáticas. Em casos de remodelagem do ambiente, o CFD calcula o impacto causado pela instalação de novos equipamentos e servidores, permitindo identificar em que local (ponto/corredor) é melhor alocá-los.
Entenda como o DCIM ajuda a gerenciar a infraestrutura do seu data center
Out de 2019
O DCIM (Data Center Infrastructure Management) é uma importante e inovadora ferramenta para a gestão e monitoramento eficaz de um Data Center. É uma solução que possibilita uma abrangência e capacidade de ação muito mais eficientes do que as funções convencionais de gestão, uma vez que congrega, em uma gestão única e em tempo real, as áreas de TI e de infraestrutura, objetivando a centralização do monitoramento, controle e o planejamento dos sistemas críticos. Com o DCIM, o tradicional monitoramento do sistema de facilities (gerador, climatização, sensores, cabos, quadros elétricos, etc.) é somado a uma gestão de inventário de ativos de TI, o que proporciona uma visão completa do projeto e do desempenho de um Data Center em tempo real. Correlacionando dados como energia, potência, temperatura e recursos de espaço para os equipamentos e sistemas de TI, o DCIM proporciona uma gestão proativa, coletando e armazenando informações, e emitindo relatórios customizados, o que permite identificar e solucionar problemas na infraestrutura física de um Data Center com o mínimo de intervenção humana. O DCIM permite, por exemplo, notificar ao gestor do Data Center falhas relacionadas ao sistema de refrigeração e, ao mesmo tempo, planejar mudanças de máquinas, racks e outros recursos para outros locais de forma controlada. Esse controle é feito a partir da leitura de dados do sistema, que emite informações para mapear o ambiente por meio de uma visualização 3D, em que são registradas todas as mudanças e é feito um inventário completo por meio de tags de RFID. Com o aumento da eficiência da gestão, a garantia de alta disponibilidade do Data Center e, portanto, a otimização do desempenho dos equipamentos, outra consequência importante da ferramenta é a redução do consumo de energia. E, como se esse monitoramento completo já não fosse suficiente, existe ainda a possibilidade de supervisão do ambiente em tempo real via tablets ou celulares. O DCIM, portanto, é uma ferramenta estratégica que substitui soluções que, muitas vezes, são incompatíveis entre si; e permite uma gestão verdadeiramente eficiente e segura, essencial para a continuidade e crescimento dos negócios.
Construção de data centers
Com a transformação digital, armazenar e processar dados para extrair informações é vital para as organizações. Data centers são a infraestrutura onde esse processo acontece.
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Sala Cofre
Um data center precisa de um nível extremo de proteção e segurança. A Sala Cofre é essa cápsula. Saiba mais.
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Sala-cofre certificada: as normas que regulamentam sua instalação e manutenção, e os testes aos quais é submetida
Nov de 2019
Fogo, fumaça, temperatura, gases corrosivos, impactos simulando a queda de escombros, e água provenientes do combate a incêndio, além dos demais riscos inerentes ao local tais como: acesso indevido, roubo, sabotagem, explosão, arma de fogo, água proveniente de vazamentos de tubulações ou de andares superiores, poeira e eletromagnetismo são riscos físicos derivados de um incêndio e que podem afetar os data centers caso eles não contem com a solução chamada sala-cofre. Tais condições são determinadas na norma NBR 11.515 e ISO 17000, que classificam e orientam sobre quais riscos devem ser considerados e também sobre os limites de emergência que garantam a proteção dos equipamentos de TI e suas informações.
Manutenção especializada de sala cofre: conheça as ameaças físicas e os riscos operacionais
Nov de 2019
Nessas aplicações, para proteger os dados e os equipamentos de tecnologia da informação contra as ameaças físicas (tais como água, poeira, umidade, fogo, gases corrosivos, fumaça, roubo, impacto, explosão, magnetismo e sabotagem), recomenda-se e é usual aderir à sala-cofre certificada, que oferece um ambiente totalmente estanque e seguro. No Brasil a sala-cofre é certificada pela ABNT, conforme a norma NBR 15.247, acreditada pelo Inmetro e que garante um ambiente de alta confiabilidade e disponibilidade. É importante salientar que a NBR 11.515 define os limites de emergência dos equipamentos de tecnologia da informação – instalados no ambiente do data center – relacionados a temperatura e umidade, o que significa os limites máximos toleráveis sem que haja riscos à integridade dos equipamentos. Portanto, as empresas optam pela sala-cofre certificada a fim de garantir o nível mais elevado de proteção contra ameaças físicas. Além de, por meio disso, atender aos pré-requisitos da NBR 11.515 e garantir benefícios da modularidade, ampliação sob demanda de racks sem necessidade de interrupção da operação, reaproveitamento da solução e facilidades na transferência ou mudança de local. Para garantir o alto nível de resiliência da sala-cofre certificada, e de seus subsistemas, além de preservar o investimento inicial, é necessário que a manutenção seja executada por uma empresa especializada, credenciada e capacitada pelo fabricante, conforme previsto no procedimento de ensaio PE 047.7 – item 7.5, referente à NBR 15.247 e definidos pela ABNT. Por se tratar de uma solução totalmente integrada, a manutenção da sala-cofre certificada e de seus subsistemas (elétrica, ar condicionado e conectividade), deve ser realizada por uma única empresa especializada, minimizando riscos para a operação contínua e ininterrupta, inclusive que garanta o fornecimento das peças de reposições genuínas dos fabricantes.
Dúvidas frequentes sobre a continuidade da certificação da sala cofre da sua empresa (parte 2)
Nov de 2019
Minha empresa realmente precisa da certificação da sala-cofre? Os testes exigidos para a certificação garantem o pleno atendimento a todas as especificações, comprovando o mais elevado nível de proteção, estanqueidade e assim, justificando o investimento de uma sala-cofre. Podemos exemplificar a importância da certificação com uma simples pergunta: Você pularia de um avião com um paraquedas não certificado? Se sua resposta for não, obviamente entendeu a importância da solução certificada. Afinal, quais as diferenças básicas entre sala-cofre certificada e sala segura? Considerando que a infraestrutura e seus subsistemas empregados na construção de uma sala-cofre podem ser os mesmos de uma sala segura, e assumindo que ambas soluções possuem a mesma área, quantidade de racks, potência elétrica instalada (geradores, UPSs, painéis, cabos), sistema de ar condicionado, cabeamento estruturado e automação (CFTV, controle de acesso, sistema de detecção precoce/combate ao incêndio), basicamente as diferenças se concentram nas características construtivas de cada solução. Diferente da sala segura, a célula sala-cofre certificada segue todos os pré-requisitos impostos pelas normas e procedimentos de ensaio, inclusive com testes simulando uma situação real de incêndio. Contudo, a célula sala segura pode ser construída utilizando painéis corta-fogo, paredes de alvenaria, dry wall corta-fogo, steel frame, divisória, vidro, entre outros, já que não há normas e certificações específicas para este tipo de solução para data center. Existem normas da ABNT para proteção corta-fogo, tais como a NBR 10.636 (ensaios em paredes e divisórias) que, muitas vezes, são exigidas para instalações de salas seguras. Porém, tais normas não simulam os testes em uma situação real de incêndio no data center, o que não garante os limites de temperatura e umidade internos, as proteções contra vazamentos e jato de água, fumaça, gases corrosivos ou queda de escombros, por exemplo. Portanto, a opção por uma solução certificada, sempre garante a contratação do provedor que melhor cumpre e garante todas as exigências técnicas, inclusive permitindo a equalização justa entre os proponentes e facilitando a contratação da melhor solução pelo menor investimento.
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